A casa onde moro

Na casa onde moro
Ainda tem o giro-giro dos pássaros de rios e lagoas;
Ainda tem matas e florestas
E lá, bem dentro delas,
O pio de curicacas e inhambus,
Aranquãs e uirapurus.
E pra sorte de todas as curas,
O sol é despertado com cantorias
De sabiás e saracuras.

E seus raios brilhantes vão rompendo,
Doces e grávidos de contínua vida,
A noite de mil seres e mil outros sons,
Que se recolhem em cooperação de outros tantos.
A casa em que por hora habito,
Partilho com quem vier,
Com quem passar:
Um café ou um chá,
Frutas frescas da mata nativa,
A água da nascente límpida,
A vida abundante deste lugar.
Na casa onde moro
As ondas são feitas de mar e ventos
E tudo só me traz contentamentos:
Do mar, os seus agitos,
Dos rios, os seus remansos,
Da floresta, a imensidão,
Da vida, jardins de encantamento,
Das montanhas, a povoada solidão.

Marcado com

12 comentários em “A casa onde moro

  1. Nossa eu amei o poema Joao! Parabens,ele é bem legal.

  2. Ainda irei aí tomar este café e comer aquela pitanga…

  3. “EU QUERIA TER NA VIDA SIMPLESMENTE UM LUGAR DE MATO VERDE ,PRA PLANTAR E PRA COLHER,TER UMA CASINHA BRANCA DE VARANDA UM QUINTAL E UMA JANELA PARA VER O SOL NASCER…”ACHO QUE ESSE LUGAR RETRATA BEM ESSA MUSICA QUE É UM SONHO QUE MUITAS PESSOAS SONHAM….PARABÉNS

  4. Parabéns a vocês! Que maravilhoso e que benção para o planeta que vocês existem e estão fazendo a diferença rumo a um mundo mais justo, solidário e auto-sustentável. . Também estou iniciando este caminho, e pretendo, no local onde moro, transformá-lo, entre outras coisas, em uma ecovila, e reunir pessoas que partilhem um profundo sentimento de amor à Terra e um profundo desejo de se moverem e vivenciarem um caminho para uma condição de sustentabilidade social, cultural, econômica, ecológica e espiritual. Um abraço.

  5. Amigo Ricardo,grato pela visita. Sem dúvida tudo é um e único e nós, versos do Universo.
    Fraterno abraço! João

  6. Grata surpresa,
    Que vem e que tem com certeza,
    Garrafas para vender,
    Mascate de sensações, que as trevas conheceu,
    E para a luz valorizar ascendeu,
    Sou filho, sou pai, sou irmão,
    Sou igual, sou peão,
    Até onde vai nossa fé,
    Que a maldição move e a benção relaxa,
    Como disse o grande Willian,
    Que também vendia garrafas.

    É uma honra escrever para você, irmão distante, mas que se banha com essa mesma lua, è tudo um e único.
    Rico.

  7. João de D´Eus
    Amigo cá de nosotros mortais
    João dos homens
    Que, como nós,
    É feito de carne, osso e
    Uma essência diferente composta de “amorais”

    João, João
    Tua casa é a minha casa
    Minha casa é a tua casa
    Co-habitamos a mesma casa
    Ou será o mesmo lar

    Aqui as coisas tem o tempo certo
    com gosto silvestre
    cheiro puro
    ambientes Naturais

  8. Que bom e confortante ver tua alegria e vibração.
    Estou muito feliz por você!
    Ah! …. As sementes chegarão aí, tenho certeza.
    Trouxe-as para o Sete Lombas.
    Grande e fraterno abraço.
    Adri

  9. Grato, Vani, pela doces palavras. É bom ter sonhos e as vezes até contar pros outros, não? O verdadeiro desafio é ir concretizando, transmutando, interligando esses mundos.
    Fraterno abraço, João Marino.

  10. Olá, José,
    O convite já foi feito. Aguardo sua visita. O café vou passar na hora.
    João Marino

  11. Uma casa de sonhos e realidades.Realidades que se transmudam nos sonhos de muita gente.Sonho é a realidade que agora vives,João, e que nos oferta por meio do teu lindo poema.Um abraço.

  12. Deu vontade de passar por ai para tomar um café…
    Grato, José

Deixe uma resposta para Ezequiel Corrêa Rocha Cancelar resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: