Diário 26out2006

Este “Diário”, mais ou menos regular, tem a finalidade de, apresentando sucinto e despretensioso relatório de nossas atividades, incluindo elementos de estudo, observações e leitura coletiva, permitir-nos, além da revisão e do registro histórico, abrir a possibilidade de troca e aprofundamento com os parceiros da Rede Permear, e qualquer outro “curioso” e encantado pela vida.


Ainda não conseguimos dar conta do plantio das mudas de frutíferas adquiridas e produzidas por nós. Ao todo 150 mudas (jabuticaba, uvaia, bacuparí, cabeludinha, mamão do mato, marmelo, cereja do mato, ingá-banana, guabijú, erva-mate, aroeira-mole e até uma muda de guajuvira. A aroeira-mole (schinus mole) é pra suportar as videiras). Ontem (22/10), Itamar e eu colocamos na terra, entre outras, oito mudas de algarrobo, excelente árvore forrageira. Estamos identificando as plantas com etiquetas de pvc, feitas com lâminas de uma velha cortina. Assim vamos tentando memorizar nomes e características de cada uma. Pelo que lemos, o mamão do mato é um excelente parceiro para o café de sombra, que plantamos em 2004. Já a erva-mate é boa companhia para a araucária, que nos últimos anos temos introduzido. Dizem os vizinhos que já colheram pinhão por ali (150 metros de altitude), será?

Encontramos, na capoeira, um pássaro muito bonito, que ainda não conseguimos identificar: marrom em vários tons, mais ou menos do porte de um sabiá, vôo silencioso, asas e rabo compridos. Cuidava de dois ovos colocados diretamente na relva sob um arbusto, onde o pasto não se agigantou. Tinha algo de urutau, mas pesquisei o tal e não me convenci. Dizem que o urutau raramente desce ao solo, põe apenas um ovo e diretamente na forcada ou oco da árvore, ou do que restou dela. Sua grande arte é a camuflagem além da caça noturna de insetos, com seu vôo aparentemente errante e uma enorme boca que cabe uma mão cerrada de homem. Passa o dia quieto como se fosse parte da árvore ou pedra que tomou por casa. Raramente abre seus grandes olhos durante o dia, mas mesmo assim mantém vigilância sobre o entorno de si, graças a uma abertura na pálpebra, que funciona como um olho mágico. É, o urutau enxerga de olhos fechados!

4 respostas para “Diário 26out2006”

  1. Olá Rosana,
    nosso plantio fica no costão da serra geral catarinense, no município de Siderópolis em SC.
    Essas duas plantas são da mesma família, as mirtáceas, a mesma da goibaeira. Nós temos diversos pés de araçá nativo aqui no sítio, de pelo duas espécies. E o pé de cereja do mato é diferente. Também é uma planta nativa aqui no sul e quando madura fica vermelha.
    Já os araçás que temos aqui, não mudam muito, ficando um pouco mais amarelado apenas. Aliás o sabor do araçá lembra um pouco o da goiaba. Ainda nào provamos o sabor da Cereja-do-Mato.

  2. tenho um é de cereja do mato eu achava que era pitanga meu sogr me deu ela ,ela e mais velha que eu tem 33 anos ele plantou no xaxim e virou um bonsai muito linda e da otimos frutos aindamais que coloquei um fertilizante este ano carregou,mas sabe que eu queria daber de vc? se essa fruta e a mesma que eles chamam de araça? abraços… a onde fica seu plantio em que estado?

O que pensou? Comente

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.