BET – Bacia de Evapotranspiração

A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como “fossa de bananeiras”, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum efluente e evita a poluição do solo, das águas superficiais e do lençol freático. Nele os resíduos humanos são transformados em nutrientes para plantas e a água só sai por evaporação, portanto completamente limpa.

Figura 1

Divulgado pela Rede Permear, principalmente em Santa Catarina, esse sistema tem algumas características de construção e desenvolvimento diferentes da Fossa Bio-Séptica ou Canteiro Bio-Séptico, mais usado na região central do Brasil. Mas ambos tem a mesma origem na permacultura e compartilham os mesmos princípios de funcionamento.

Figura 2

FUNCIONAMENTO E PRINCÍPIOS

Um pré-requisito para o uso da BET é a separação da água servida na casa, em cinza e negra. Apenas a água negra, a que sai dos sanitários, deve ir para a BET. A água cinza, aquela que sai da máquina de lavar, pias e chuveiros, deve ir para outro sistema de tratamento como um círculo de bananeiras que também está no projeto que disponibilizo no final deste artigo.

  1. Fermentação
    A água negra é decomposta pelo processo de fermentação (digestão anaeróbia) realizado pelas bactérias na câmara bio-séptica de pneus e nos espaços criados entre as pedras e tijolos colocados ao lado da câmara.
  2. Segurança
    Os patógenos são enclausurados no sistema, porque não há como garantir sua eliminação completa. Isto é realizado graças ao fato da bacia ser fechada, sem saídas. A bacia necessita ter espaços livres para o volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia. A bacia deve ser construída com uma técnica que evite as infiltrações e vazamentos.
  3. Percolação
    Como a água está presa na bacia ela percola de baixo para cima e com isso, depois de separada dos resíduos humanos, vai passando pelas camadas de brita, areia e solo, chegando até as raízes das plantas, 99% limpas.
  4. Evapotranspiração
    Na minha maneira de ver, este é o principal princípio da BET, pois graças a ele é possível o tratamento final da água, que só sai do sistema em forma de vapor, sem nenhum contaminante. A evapotranspiração é realizada pelas plantas, principalmente as de folhas largas como as bananeiras, mamoeiros, caetés, taioba, etc. que, além disso, consomem os nutrientes em seu processo de crescimento, permitindo que a bacia nunca encha.
  5. Manejo
    Primeiro (obrigatório), a cobertura vegetal morta deve ser sempre completada com as próprias folhas que caem das plantas e os caules das bananeiras depois de colhidos os frutos. E se necessário, deve ser complementada com as aparas de podas de gramas e outras plantas do jardim, para que a chuva não entre na bacia.
    Segundo (opcional), de tempos em tempos deve-se observar os dutos de inspeção e coletar amostras de água para exames. E observar a caixa de extravase, para ver se o dimensionamento foi correto. Essa caixa só deve existir se for exigido em áreas urbanas pela prefeitura para a ligação do sistema com o canal pluvial ou de esgoto.

CONSTRUÇÃO PASSO-A-PASSO

  1. Orientação em relação ao sol
    Como a evapotranspiração depende em grande parte da incidência do sol, a bacia deve ser orientada para a face norte (no hemisfério sul) e sem obstáculos como árvores altas próximos à bacia, tanto para não fazer sombra como para permitir a ventilação.
  2. Dimensionamento
    Pela prática, observou-se que 2 metros cúbicos de bacia para cada morador é o suficiente para que o sistema funcione sem extravasamentos. A forma de dimensionamento da bacia é: largura de 2m e profundidade de 1m. O comprimento é igual ao número de moradores usuais da casa. Para uma casa com cinco moradores, a dimensão fica assim: (LxPxC) 2x1x5 = 10 m3.
    Figura 3
  3. Bacia
    Pode-se construir a bacia de diversas maneiras, mas visando a economia sem descuidar da segurança, o método mais indicado de construção das paredes e do fundo é o ferrocimento, como se pode observar na fotos abaixo. As paredes ficam mais leves, levando menos materiais. O ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de “viveiro” coberta com argamassa. A argamassa da parede deve ser de duas (2) partes de areia (lavada média) por uma (1) parte cimento e argamassa do piso deve ser de duas (3) partes de areia (lavada) por uma (1) parte cimento. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo) o piso caso o solo não seja muito firme.
  4. Câmara anaeróbia
    Depois de pronta a bacia e assegurada sua impermeabilidade, mantendo-a úmida por três dias, vem a construção da câmara que é super facilitada com o uso de pneus usados e o entulho da obra. Como mostra a foto abaixo, a câmara é composta do duto de pneus e de tijolos (bem queimados) inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras, colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de micronutrientes.
  5. Dutos de inspeção
    Neste ponto pode-se iniciar a fixação dos 3 dutos de 50mm de diâmetro, conforme os desenhos acima, para a inspeção e coletas de amostras de água.
  6. Camadas de materiais
    Como a altura dos pneus é de cerca de 55cm, que juntamente com a colmeia de tijolos de cada lado vão formar a primeira camada (mais baixa) de preenchimento da bacia (câmara), irão restar ainda 45 cm em média para completar a altura da BET e mais 4 camadas de materiais. A segunda camada é a de brita (+/- 10 cm). Nesse ponto eu tenho usado uma manta de Bidim para evitar que a areia desça e feche os espaços da brita. A terceira é a da areia (+/- 10 cm). E a quarta é a do solo (+/- 25 cm) que vai até o limite superior da bacia. Procure usar um solo rico em matéria orgânica e mais arenoso do que argiloso. A última camada é a palha que fica acima do nível da BET.
  7. Proteção
    Como a bacia não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, ela deve ser coberta com palhas. Todas as folhas que caem das plantas e as aparas de gramas e podas, são colocadas sobre a bacia para formar um colchão por onde a água da chuva escorre para fora do sistema. E para evitar a entrada da água que escorre pelo solo, é colocada uma fiada de tijolos ou blocos de concreto, ao redor da bacia para que ela fique mais alta que o nível do terreno.
  8. Plantio
    Por último, deve-se plantar espécies de folhas largas como mamoeiro (4), bananeiras (2), taiobas, caetés, etc. As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer os buracos (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enchê-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo. Quando plantada a partir de rebentos (mudas), posicione-os inclinados para fora, isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras.

ÁLBUM DE FOTOS


Acrescentarei as fotos da BET de minha casa assim que tiver completa.

USO EM ÁREA URBANA

Na região sul do Brasil tem diversas BETs em áreas rurais em funcionamento. Não há nenhum impedimento legal para sua instalação. Mas nas cidades, normalmente, tem uma legislação rígida normalizando os sistemas de tratamento residenciais e que impedem o uso desses sistemas.

Em Criciúma, tivemos a primeira implantação de uma BET em área urbana legalizada e aceita pela prefeitura, que poderá incentivar o seu uso para diminuir a demanda por ETEs públicas. Neste momento a cidade está implantando a primeira ETE na cidade para o tratamento do esgoto. E que sabemos não resolverá o problema totalmente e nem por muito tempo. Logo deverá ser ampliada ou duplicada. Até porque todas as águas servidas são misturadas e contaminadas, aumentando o problema para as ETEs. E ainda tem um custo de manutenção que deverá ser repassados aos usuários. A BET tem custo ZERO de manutenção. O tratamento é biológico, sem materiais químicos.

Para auxiliar os interessados, disponibilizo abaixo o RAP (Relatório Ambiental Prévio) que fiz para solicitar a licença de implantação do sistema completo (Bacia de Evapotranspiração e Círculo de Bananeiras). Como esses sistemas ainda são desconhecidos da maioria, o RAP cumpre a missão de explicá-lo tecnicamente aos responsáveis pela área sanitária da cidade. Alerto que não é uma missão fácil, precisa-se de paciência e dedicação para que o sistema seja compreendido e liberado para construção. Os técnicos tem suas razões legais para questionar o projeto e normalmente exigem que o sistema tenha uma saída para o canal pluvial ou de esgoto da prefeitura. O projeto sanitário (abaixo) deve ir como anexo do RAP e mostra como isso pode ser feito sem prejudicar o sistema e ainda serve de ponto de observação de extravase da água.

Arquivos PDF do projeto e do relatório (RAP) para donwload:
Modelo de RAP (Relatório Ambiental Prévio) (191 Kb)
Modelo de planta do sistema completo de tratamento (1,6 Mb)

Na Austrália e em outros países essa já é uma prática comum, divulgadas pelo movimento da permacultura. Vamos fazer o nosso movimento seguindo os projetos a risca e ainda tentando melhorá-los no sentido da segurança e da economia.

Saiba mais:
- Outras alternativas para tratamentos de água

176 ideias sobre “BET – Bacia de Evapotranspiração

  1. Itamar Vieira Autor do post

    A Letícia fez uma pergunta em outro post que acho importante passar para esse local para ser lido por outros, principalmente com a mesma importante:

    Letícia: Olá Itamar… estive acompanhando suas postagens relacionadas à ‘Fossa de Bananeiras’ ou BET e estou com uma dúvida referente ao dimensionamento. Preciso de um sistema para um sítio, onde aos fins de semana o número médio de pessoas é de em torno de 50. O sistema proposto é viável, nestas condições?

    Itamar: Acho que sim Letícia, mas repito sempre isso, depende muito da incidência de sol e ventos. Quanto mais sol e mais vento melhor.

    Como seu sistema terá um ciclo de uma semana para realizar todas as funções antes de nova carga de material e água, tem duas soluções possíveis:
    - 50 pessoas / 7 dias = aprox. 7
    - todas as duas resposta abaixo deverão ter 90cm de profundidade. Lembre que você deverá usar uma proteção de tijolos ao redor da bacia com 10 cm de altura para evitar a entrada de água da chuva que escorre pelo chão, o que completará 1 m de profundidade da bacia.

    1a. – uma bacia de 7 m de comprimento por 2 m de largura (retangular) No mais, siga as instruções do projeto padrão que está no site.

    2a. – uma bacia de de 4 m de comprimento por 4 m de largura (quadrada), porém com duas câmaras anaeróbias com uma entrada de água negra para cada câmara.

  2. Fabiano

    Olá Itamar, tudo bem?
    Maravilhoso seu trabalho.
    Fiz o PDC com a Suzana e o Jorge e estou finalizando minha BET dimensionada para 5 pessoas (10m³).
    Meu projeto foi praticamente todo baseado nas suas informações. (Com a ajuda da dupla citada, claro)
    Como meu terreno tem um desnível de 26 cm, queria saber se posso aumentar o tamanho da camada de terra (30 cm) para uns 45 a 50 cm? Assim eu consigo fazer o “morrinho” para evitar a entrada da água da chuva pelas laterais.
    Obrigado.
    Abraços.

  3. Fabiano G. Silva

    Olá Itamar,
    seguinte, gostei muito do projeto e gostaria muitíssimo de aplica-lo em minha residencia (ainda em fase de projeto) no entanto tenho a seguinte dúvida, moro em Rondônia, região norte do pais, clima tropical, e como deve saber no verão é muito, MUITO sol e calor e zero de chuvas, e no inverno é muita, mas MUITA mesmo, muita chuva, o que não quer dizer q o sol não “tire pica-pau do oco” o sol não da trela um dia seguer no ano, e são apenas estas duas estações, verão com muito sol e calor, e inverno com muita chuva mas ainda com sol e calor… rsrs. Portanto estas chuvas em excesso não irão inundar a BET, não por enchorradas mas pela própria água da chuvas? a mesma dúvida tenho no circulo de bananeiras.

    1. Gui Castagna

      Ita, peço licença para me manifestar sobre esse assunto. Acho a colocação do Fabiano bem relevante e merece uma reflexão. Apesar de ser geralmente encarada como uma solução de “emissão zero”, a BET gera excedente sempre que o índice pluviométrico for maior do que a taxa de evapotranspiração, o que acontece na maior parte do país (salvo no semi-árido, e talvez no cerrado e/ou Pampa). Uma solução que uso quando necessário é conectar o ladrão da BET à um círculo de bananeiras, ou outro sistema de irrigação de frutíferas, sempre contando com grande massa seca em decomposição que possa receber esse excedente do BET, potencializando a remoção de patógenos que tenham sobrevivido até aí.
      Quanto ao círculo de bananeiras, além da evapotranspiração das plantas, temos também a colaboração da infiltração do solo. Solos arenosos tem maior capacidade de infiltração, mas menos tempo de retenção, o que do ponto de vista do “tratamento” da água não é ideal. Solos argilosos tem menos capacidade de infiltração, e portanto maior tempo de detenção, portanto melhores do ponto de vista do tratamento, porém, podem ter o inconveniente de causar transbordamento se a quantidade de água for grande. Assim, Fabiano, é sempre bom você fazer uma estimativa de quanta água será gerada para o circulo, e comparar com a capacidade de infiltração do solo:
      . argiloso: 20 a 40 l/m²/dia
      . silte: 40 a 70 l/m²/dia
      . arenoso: > 70 l/m²/dia
      Isso não leva em conta o potencial de evapotranspiração das plantas, mas pelo menos te dá uma idéia grosseira da capacidade do circulo lidar com a água que você está gerando.
      Boa sorte, abs!

      1. Karenina de los Santos

        E se a cobertura vegetal morta fosse um trançadinho de palha..? Fazendo como um telhado de palha rente à camada de terra… protegia da chuva e continuava “evapotransporando”… Pensei nisso porque estou construindo no Maranhão, que tem a mesma característica de inverno quente com muiiiiiita chuva.

  4. Viviane Menezes

    Olá, Itamar, tudo bom?
    Estou concluindo a construção da minha casa, estamos na etapa de construção da fossa. O engenheiro sugeriu o BET com destino final de todo o esgoto. Não separei o recolhimento da água negra e da cinza… possível usar o BET como bacia final para tudo?
    Obrigada!

  5. Isacris

    Oi, tudo bem?
    Resolvi fazer a BET na chacara e estou com uma pequena dúvida: vou usá-la somente em feriados e férias, com mais ou menos 4 a 5 pessoa, qual o comprimento que devo fazer e tambem se o fundo (piso) teria que ser no nível ou teria que ter algum caimento, pois sem este a parte sólida ficaria só na entrada.
    Grata pela atenção

  6. Rafael

    Olá Itamar,

    Faz tempo que acompanho o seu blog e outros permaculturais do Brasil e mundo afora. Seus artigos são de ótima clareza e didática, motivo pelo qual sempre retorno em busca de uma informação ou outra.

    Bom, li todos os comentários do post pra ver se a minha dúvida estava respondida, mas não encontrei. Estou finalizando a minha BET e de 4×2, mas tenho receio de ativá-la antes de ter bananeiras e afins a pleno vapor. Será preciso um uso mais regrado no início, que permita o aporte de água para as plantas recém-plantadas, mas com cautela para evitar um transbordamento, já que as plantas não estão com sua capacidade máxima de evapotranspiração? Ou seja, devo deixar as plantas crescerem bem antes de usar a BET normalmente?

    Mais uma coisa, vi em alguns designs o prolongamento do duto de aporte, ao longo do duto de pneus. Nesse casoo duto era todo furado para permitir a passagem dos líquidos e sólidos. No seu design não há esse duto interno à camara de pneus. Não é necessário?

    Muito Obrigado pela atenção!

    1. Itamar Vieira Autor do post

      Sobre os cuidados para iniciar o uso da BET, não preciso nem responder, acho que você intuiu na direção correta. Criar as condições para que a BET possa realizar as suas funções planejadas antes de receber as primeiras águas usadas da casa é melhor do que ir usando e ver o que acontece, enquanto as plantas vão crescendo. Dá pra ir regando as plantas, se não chover, até que elas tenham um tamanho suficiente para realizar a evapotranspiração.
      Sobre o tubo de pneus, já expliquei em outras respostas. Eu deixo espaço para a circulação da água colocando pedras entres os pneus.

      1. Rafael

        Beleza Itamar, muito obrigado pelos esclarecimentos com relação ao uso inicial da BET.

        Quanto ao duto, eu me referia a um cano de PVC furado que vai internamente ao duto de pneus, ao longo de toda a extensão da BET. A meu ver, a única função dele é distribuir de forma homogênea os degetos ao longo do duto de pneus, mas aparentemente não é uma peça fundamental para o bom funcionamento.

        Sua solução para circulação da água entre os pneus, colocando pequenas pedras entre eles, eu já havia adotado.

        Mais uma vez, obrigado!

  7. Alexandre Lago

    O Sr. teria alguma idéia de como resolver/tratar antigos buracos de fossa?
    Antigamente (e ainda atualmente) foram feitos buracos, onde a pessoa ia e defecava/urinava naquele buraco. Quando o buraco ja estava quase cheio, eles construiam o banheiro em outro lugar.
    Gostaria de saber se o Sr. tem alguma idéia de como tratar esses buracos que estão cheios, de forma a tratar os dejetos da forma mais rápida possível para que possamos recuperar a saúde do solo e das pessoas que moram a volta daquela área. Vamos construir banheiros biodigestores, mas precisamos URGENTEMENTE tratar os antigos buracos que eram usados como banheiro.
    Preciso adiantar que onde estamos querendo fazer esse tratamento não temos métodos eficazes e simples como “contratar um limpa-fossa” ou coisas do tipo… acho que só poderemos contar com métodos naturais ou quase naturais…

  8. naldir

    muito obrigado Itamar pelo bom trabalho feito por vc em esclarecer as duvidas das pessoas referete ao assunto foi muito util

  9. Felipe

    Itamar, muito boa a BET. Atualmente trabalho com zona de raizes, e neste sistema usamos uma fossa séptica antes da ETZR afim de impor uma barreira fisica aos sólidos, e também homogenização do efluente, antes de entrar na referida estação. Utilizando a BET seria necessário esta fossa antes? Existe risco de entupimento do sistema? É necessário alguma manutenção no sistema fora a colocação de cobertura vegetal ou deve-se fazer a troca da brita de tempos em tempos? a banana é segura para consumo humano?

    obrigado

  10. MARIA CELIA

    A CASA QUE COMPREI TEM UMA FOSSA SOMENTE PARA O VASO DO BANHEIRO.ESTA FOSSA ESTA TODA FECHADA. A PARTIR DELA COMO FAZER A FOSSA DE BANANEIR? DEVO DESVIAR OS DEJETOS PARA A NOVA CONSTRUÇÃO?

  11. Francisco Elitom Rodrigues da Silva

    OLÁ ITAMAR, SOU PROFESSOR DE UMA ESCOLA PÚBLICA AQUI EM SOBRAL CE. SOU ADEPTO DA PERMACULTURA E TENHO DESENVOLVIDO ALGUNS PROJETOS SUSTENTÁVEIS NA ESCOLA. UM DOS PROJETOS QUE AINDA NÃO CONSEGUI DESENVOLVER, POR FALTA DE INFORMAÇÃO TECNICA, FOI A CONSTRUÇÃO DE UMA BACIA DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO E DE UM CICLO DE BANANEIRAS. GOSTARIA DE SABER ONDE PODERIA TER MAIS INFORMAÇÕES CIENTÍFICAS ACERCA DESTES EMPREENDIMENTOS.
    UM ABRAÇO.

  12. Agenor Pereira da Costa

    Caro Itamar. Sou proprietário de um terreno no RJ que não tem tratamento de esgoto. Todos possuem sumidouro que não funciona devido, pois o solo não absorva agua e transborda. Gostaria de saber se este sistema é de dominio publico.

  13. Valdecir Nery

    Olá Itamar,
    Fiquei muito interessado em construir uma BET em minha chacara, onde pretendo morar e viver ecologicamente correto. Fora o passo a passo em seu artigo, tem mais alguma coisa que preciso saber?? Algum curso, palestra ou video. Na região onde pretendo marar a maioria das casas utilizam o sistema convencional ou uma latrina com um buraco. Gostaria de divulgar e passar esse sistema BET tambem para outras pessoas.
    Grato

  14. heribaldo dos santos junior

    em um condominio de pequeno porte de apartamentos podemos aplicar esse metodo ?

  15. Janaina Yolanda

    Olá Itamar,

    Sou estudante de Arquitetura, e estou fazendo um trabalho sobre tratamento de esgoto alternativo. Resolvi escolher esse sistema e usar o seu artigo (que está muito bem escrito e ilustrado) para me basear. Porém, meu professor quer orçamento, sei que depende do dimensionamento em cada caso, mas você conseguiria dar uma média de custo??

    Obrigada e parabéns pelo seu trabalho!

  16. Karenina de los Santos

    Oi Itamar, li todos os comentários desde 2011 e não encontrei a resposta à minha dúvida… Várias pessoas perguntam se há necessidade de “suspiro” (não os tubos de verificação) e você sempre responde sobre os tubos (que são para verificar o funcionamento) ou responde que não há necessidade de tubo de saída, por se um sistema fechado, sem efluentes. Mas os “suspiros”dos quais eu gostaria de saber e acho que muitos outros também, são aqueles equivalentes aos existentes nos sistemas convencionais, em todo lugar se encontra a frase: “Toda a fossa precisa de um suspiro para a saída dos gases gerados, do contrário a risco de explosão”. Então é esta minha preocupação, a BET não precisa deste “suspiro”? Não há risco de explosão? O que acontece com os gases gerados na decomposição?
    Muito obrigada,
    Karenina.

    1. Itamar Vieira

      Karenina, você tem toda razão, não havia me dado conta dessa preocupação dos leitores. É que esse não é um problema na BET. A grande diferença é que a BET é toda aberta por cima e não fechada como as fossa séptica normais. Imagine uma fossa fechada acumulando os poucos gases gerados…
      O fechamento na BET se dá por brita, areia e terra, funcionando como um filtro natural. Apesar disso não tem mal cheiro. Gera pouco gás.
      Mas os três tubos de verificação também cumprem essa função (tirar o gás) porque as pontas de cada um dos três tubos ficam em níveis diferentes, um na brita, outro na areia e outro nos tijolos.
      Importante: Nenhum fica dentro da câmara (pneus) o que geraria um problema, a entrada de ar que mataria os organismos anaeróbios, que vivem sem o oxigênio.

      Para mais detalhes observe o primeiro desenho da BET (corte transversal). Espero, dessa vez, ter tirado as dúvidas.

      1. Karenina de los Santos

        Muito Obrigada! Graças a estes esclarecimentos vou construir minha BET neste meu projeto nos Lençóis Maranhenses. Será um centro cultural e pousada ecológica. Já está em construção de forma colaborativa, quem sabe possas vir um dia nos visitar e ver se a dona BET vai bem…? https://www.facebook.com/EcoPousadaCultural
        Abração!

      2. Ângelo Ricardo Campos de Almeida

        Olá Itamar, sou professor na zona rural no sertão nordestino em Remanso Bahia e queria resolver esse problema de fossa negra com a BET na minha escola ,mas a dúvida é para a quantidade de pessoas que irão fazer uso do sistema, levando em conta os fins de semana que a BET irá “descansar”. queria a sua resposta pois preciso colocar em prática esse ano de 2014.

    2. Guilherme Castagna

      Karenina, o “suspiro” é geralmente usado onde a instalação sanitária da casa não previu as instalações de ventilação, responsáveis por levar os gases vindos da fossa (ou da bacia de evapo, no caso) para fora da casa, impedindo a formação daquele clássico “cheiro de ralo”, que vira e mexe temos a oportunidade de sentir em alguns banheiros. A tendência é que o gás formado na bacia de evapo suba para as porções superiores dentro do sistema, já que a tubulação deixa a água na porção inferior, sendo o gás filtrado à medida em que passa pela camada de solo. De toda forma, instalações de ventilação são sempre bem-vindas.

      Um abraço

      1. Itamar Vieira

        Valeu Guilherme, bem lembrado também! Lembrando que o suspiro na casa que o Guilherme se refere é aquele tubo colocado na parede do banheiro subindo até o teto (ficando a ponta livre para sair o ar) e que é conectado a saída do sanitário. Além dessa função que o Guilherme expôs, também facilita a descarga porque a água não precisa empurrar o ar da tubulação abaixo, porque o ar qquando recebe o primeiro empuxo acaba saindo pelo suspiro.

  17. Marcos Catelli

    Caro Itamar, gostei muito do material que você disponibilizou aqui. Trabalho em um Centro de Formação para indígenas aqui na Amazônia e estou querendo convencer o pessoal a construirmos uma ou duas BETs. É que o fluxo de pessoas aqui é grande, ano passado registramos 437 pessoas, dividindo por 12 meses praticamente 37 pessoas por mês. Segundo os cálculos que você disponibilizou, dariam 160 m3 o volume do tanque. Pensei em aproveitar a antiga fossa negra pra fazer um tanque e construir mais dois – totalizando 45 m3, acho que conseguiria suprir a demanda de um ano movimentado, não? O problema é encontrar material para substituir a areia grossa que não temos aqui, tem sugestão? grato e abraços…Marcos Catelli

  18. iago

    Olá, primeiramente muito obrigado por esta partilha, pela disseminação.
    Estou prestes a iniciar a construção de uma BET, mas em meu projeto está previsto o uso de lona 200 micras (impermeável) ao invés do ferrocimento. Em minha pesquisa não encontrei contra indicação ao uso, pelo contrário, foram muitos os que utilizaram.Gostaria de saber se tens alguma observação quanto ao uso da lona na BET.
    Muito obrigado,
    Parabéns pelo site,
    iago.

  19. Daniel Evaristo

    Olá Itamar, estou fazendo uma pesquisa sobre a BET para o curso de saneamento do IFSC e estou precisando de uma especificação do projeto para nossa equipe de desenho que seria a espessura da parede de ferro-cimento e da base (fundo).

    De resto esta tudo muito bem especificado no seu projeto e nos comentários
    Grato

    1. Ita Autor do post

      Ao contrário do que foi feito na BET lá de casa, o piso deveria ser feito primeiro, com concreto de no mínimo 5 cm deixando as esperas de ferro para unir com as paredes. E a espessura das paredes laterais são as normais de ferrocimento em torno de 3 cm.

      1. Daniel Evaristo

        Entendi, grato.
        Nós estamos procurando uma BET para fazer análise microbiológica e ter parâmetros de eficiência com relação ao tratamento convencional individual, vc tem alguma indicação próximo a florianópolis?

  20. Joelson

    Gostaria de implementar esse sistema aqui em Curitiba, pois não tenho tratamento de esgoto na minha casa, mas me preocupo com a questão do clima que é chuvoso em algumas epocas do ano, e na questão da geada que as bananeiras, e mamoeiro não são resistentes. Assim não sei se o sistema daria conta.

  21. Cristiano

    Bom dia,

    Itamar,

    Trabalho em uma companhia de Saneamento e achei muito interessante o sistema.

    Mas, ficaram algumas perguntas:
    Como faz para fazer a limpeza dos resíduos??
    Com que frequência faz a limpeza??

    Agradeço…

  22. Francisco Netto

    Parabéns Itamar, demais elogios estaria sendo redundante, mas você merece todos.
    Tenho intenção em construir uma BET em um rancho. O rancho será utilizado com uma certa rotatividade de pessoas com diferentes níveis de consciência ecológica. Anteriormente você ponderou que não é recomendável lançar papel higiênico e produtos químicos nas águas negras para não provocar desequilíbrio das bactérias anaeróbicas. Tal procedimento, na prática, corre o risco de não ser seguido por todos que frequentarem o rancho. O que você acha da possibilidade de utilizar aqueles biodigestores ( composto por microorganismos que aceleram o processo de degradação da matéria orgânica) disponíveis no mercado em um determinado intervalo de tempo? Além disso, imaginando que fora de toda previsão da drenagem de chuva ocorra um alagamento no local da Bet, seria possível deixá-la em um “processo de quarentena” e após constatar pelos dutos de manutenção que o excesso de líquido evapotranspirou voltar a utilizá-la.

  23. João Victor Muniz

    Olá,

    Pretendo instalar um sistema BET em meu sítio, entretanto, as águas cinzas não são separadas das águas negras. É possível utilizar a BET mesmo nessa situação?

    1. Ita Autor do post

      João, essa já foi respondida. É uma questão de dimensionamento. Leia as outras respostas.

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