Bambu (capim) criciúma

O Criciúma é uma planta nativa aqui do sul do Brasil, da família das gramíneas (Gramimeae), a mesma família do bambu, grama, capim, etc. Ela deu nome a minha cidade, Criciúma em SC, onde é encontrado facilmente nas matas e popularmente conhecido como capim criciúma.

Como percebi que na Internet, há muitas informações desencontradas sobre sua classificação e também que outros bambus nativos, como o taquaruçu (Guadua Tagoara), estão sendo chamados de criciúma, não vou tentar, por ora, clarear esse enigma dos nomes e das classificações. Mas quero registrar que aqui no sul nunca ouvi alguém se referir aos bambus nativos de médio e grande portes como criciúma.
Sobre sua designação popular como capim, quem observa essa planta de perto pode perceber que ela está mais para uma taquara (palavra indígena para bambu) do que para capim. Segundo meu pai, o seu Marino, o bambu criciúma era chamado pelos índios e antigos como taquari ou taquarembú.

Água oxigenada
Mas a razão principal dessa postagem é falar de uma aplicação dessa planta pouco conhecida hoje em dia mas que merece uma pesquisa mais cuidadosa. A água encontrada no interior do bambu criciúma é usada para assepsia e cicatrização de ferimentos. De dentro de suas varas, ou melhor varetas, pois o bambu criciúma tem em média 5 mm de diâmetro, retira-se uma água com características semelhantes a água oxigenada. Para se obter essa água, basta cortar um pedaço de uns 15 cm e soprar em uma das suas extremidades. A água começa a pingar na outra ponta e quando colocada sobre a pele ou ferimento reage fazendo pequenas borbulhas como a água oxigenada.

Para saber mais sobre a água oxigenada, como é conhecido o peróxido de hidrogênio diluído a 3%:
– aplicações – no blog da Camila Batanolli sobre seus usos pouco conhecidos.
– química – na wikipedia.

Vídeo sobre o bambu criciúma no terceiro bloco (2m20s):

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