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	<title>setelombas &#187; Itamar Vieira</title>
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	<description>Estação de Permacultura</description>
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		<title>O homem que plantava árvores</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:10:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[vídeo]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/Klx8UBMRrMA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>História das ciclovias na Holanda</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 12:52:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[soluções ecológicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Há soluções para o trânsito de nossas cidades, de todo tipo e em toda parte do mundo. Acompanhe o caso das cliclovias na Holanda, que tive a oportunidade de conhecer em 2008 e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2011/12/historia-das-ciclovias-na-holanda/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há soluções para o trânsito de nossas cidades, de todo tipo e em toda parte do mundo.<br />
Acompanhe o caso das cliclovias na Holanda, que tive a oportunidade de conhecer em 2008 e fiquei impressionado com a quantidade de pessoas que usam a bicicleta para se mover nas cidades.</p>
<p>No vídeo abaixo uma explicação histórica do surgimento das ciclovias Holandesas.<br />
Tradução: Joni Hoppen &#8211; joni.hoppen@hanbrazil.org<br />
Autores: David Hembrow e Mark Wagenbuur<br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/l1a_USVlXSE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Canal do Youtube sobre as ciclovias<br />
<a href="http://www.youtube.com/user/markenlei">http://www.youtube.com/user/markenlei</a></p>
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		<title>Bambu (capim) criciúma</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 17:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bambu]]></category>

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		<description><![CDATA[O Criciúma é uma planta nativa aqui do sul do Brasil, da família das gramíneas (Gramimeae), a mesma família do bambu, grama, capim, etc. Ela deu nome a minha cidade, Criciúma em SC, onde é encontrado facilmente nas matas e &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2011/09/taquarembu-ou-bambu-criciuma/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.setelombas.com.br/2011/09/taquarembu-ou-bambu-criciuma/bambu_criciuma/" rel="attachment wp-att-807"><img src="http://www.setelombas.com.br/imagens/bambu_criciuma-100x100.jpg" alt="" title="Clique para ampliar" width="100" height="100" class="alignleft size-thumbnail wp-image-807" /></a>O Criciúma é uma planta nativa aqui do sul do Brasil, da família das gramíneas (Gramimeae), a mesma família do bambu, grama, capim, etc. Ela deu nome a minha cidade, Criciúma em SC, onde é encontrado facilmente nas matas e popularmente conhecido como capim criciúma.<br />
<span id="more-801"></span><br />
Como percebi que na Internet, há muitas informações desencontradas sobre sua classificação e também que outros bambus nativos, como o taquaruçu (Guadua Tagoara), estão sendo chamados de criciúma, não vou tentar,  por ora, clarear esse enigma dos nomes e das classificações. Mas quero registrar que aqui no sul nunca ouvi alguém se referir aos bambus nativos de médio e grande portes como criciúma.<br />
Sobre sua designação popular como capim, quem observa essa planta de perto pode perceber que ela está mais para uma taquara (palavra indígena para bambu) do que para capim. Segundo meu pai, o seu Marino, o bambu criciúma era chamado pelos índios e antigos como taquari ou taquarembú. </p>
<p><strong>Água oxigenada</strong><br />
Mas a razão principal dessa postagem é falar de uma aplicação dessa planta pouco conhecida hoje em dia mas que merece uma pesquisa mais cuidadosa. <em>A água encontrada no interior do bambu criciúma é usada para assepsia e cicatrização de ferimentos</em>. De dentro de suas varas, ou melhor varetas, pois o bambu criciúma tem em média 5 mm de diâmetro, retira-se uma água com características semelhantes a água oxigenada. Para se obter essa água, basta cortar um pedaço de uns 15 cm e soprar em uma das suas extremidades. A água começa a pingar na outra ponta e quando colocada sobre a pele ou ferimento reage fazendo pequenas borbulhas como a água oxigenada.</p>
<p>Para saber mais sobre a água oxigenada, como é conhecido o peróxido de hidrogênio diluído a 3%:<br />
- aplicações &#8211; <a href="http://vidazen10.blogspot.com/2010/03/oxigenada-poderosa.html">no blog da Camila Batanolli</a> sobre seus usos pouco conhecidos.<br />
- química &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%B3xido_de_hidrog%C3%AAnio">na wikipedia</a>.</p>
<p>Vídeo sobre o bambu criciúma no terceiro bloco (2m20s):<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/1rCyJdHOHIo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>BET &#8211; Bacia de Evapotranspiração</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 16:36:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bacia de evapotranspiração]]></category>
		<category><![CDATA[BET]]></category>
		<category><![CDATA[fossa de bananeiras]]></category>

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		<description><![CDATA[A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como &#8220;fossa de bananeiras&#8221;, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum efluente e evita a poluição do solo, das águas &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/imagens/bet1.jpg" alt="Figura 1" title="Figura 1" style="float:left; margin: 4px 16px 0 1px;" />A Bacia de Evapotranspiração, conhecida popularmente como &#8220;fossa de bananeiras&#8221;, é um sistema fechado de tratamento de água negra, aquela usada na descarga de sanitários convencionais. Este sistema não gera nenhum efluente e evita a poluição do solo, das águas superficiais e do lençol freático. Nele os resíduos humanos são transformados em nutrientes para plantas e a água só sai por evaporação, portanto completamente limpa. </p>
<p>Divulgado pela <a href="http://www.permear.org.br">Rede Permear</a>, principalmente em Santa Catarina, esse sistema tem algumas características de construção e desenvolvimento diferentes da Fossa Bio-Séptica ou Canteiro Bio-Séptico, mais usado na região central do Brasil. Mas ambos tem a mesma origem na permacultura e compartilham os mesmos princípios de funcionamento.<br />
<span id="more-580"></span><br />
<strong>FUNCIONAMENTO E PRINCÍPIOS</strong></p>
<p>Um pré-requisito para o uso da BET é a separação da água servida na casa, em cinza e negra. Apenas a água negra, a que sai dos sanitários, deve ir para a BET. A água cinza, aquela que sai da máquina de lavar, pias e chuveiros, deve ir para outro sistema de tratamento como um <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/10/14/circulo-de-bananeiras/">círculo de bananeiras</a> que também está no projeto que disponibilizo no final deste artigo.</p>
<p><img src="/imagens/bet2.jpg" alt="Figura 2" title="Figura 2" /></p>
<ol>
<li><strong>Fermentação</strong><br />
A água negra é decomposta pelo processo de fermentação (digestão anaeróbia) realizado pelas bactérias na câmara bio-séptica de pneus e nos espaços criados entre as pedras e tijolos colocados ao lado da câmara. </li>
<li><strong>Segurança</strong><br />
Os patógenos são enclausurados no sistema, porque não há como garantir sua eliminação completa. Isto é realizado graças ao fato da bacia ser fechada, sem saídas. A bacia necessita ter espaços livres para o volume total de água e resíduos humanos recebidos durante um dia.  A bacia deve ser construída com uma técnica que evite as infiltrações e vazamentos.</li>
<li><strong>Percolação</strong><br />
Como a água está presa na bacia ela percola de baixo para cima e com isso, depois de separada dos resíduos humanos, vai passando pelas camadas de brita, areia e solo, chegando até as raízes das plantas, 99% limpas.
</li>
<li><strong>Evapotranspiração</strong><br />
Na minha maneira de ver, este é o principal princípio da BET, pois graças a ele é possível o tratamento final da água, que só sai do sistema em forma de vapor, sem nenhum contaminante. A evapotranspiração é realizada pelas plantas, principalmente as de folhas largas como as bananeiras, mamoeiros, caetés, taioba, etc. que, além disso, consomem os nutrientes em seu processo de crescimento, permitindo que a bacia nunca encha.</li>
<li><strong>Manejo</strong><br />
Primeiro (obrigatório), a cobertura vegetal morta deve ser sempre completada com as próprias folhas que caem das plantas e os caules das bananeiras depois de colhidos os frutos. E se necessário, deve ser complementada com as aparas de podas de gramas e outras plantas do jardim, para que a chuva não entre na bacia.<br />
Segundo (opcional), de tempos em tempos deve-se observar os dutos de inspeção e coletar amostras de água para exames. E observar a caixa de extravase, para ver se o dimensionamento foi correto. Essa caixa só deve existir se for exigido em áreas urbanas pela prefeitura para a ligação do sistema com o canal pluvial ou de esgoto.</li>
</ol>
<p><strong>CONSTRUÇÃO PASSO-A-PASSO</strong></p>
<ol>
<li><strong>Orientação em relação ao sol</strong><br />
Como a evapotranspiração depende em grande parte da incidência do sol, a bacia deve ser orientada para a face norte (no hemisfério sul) e sem obstáculos como árvores altas próximos à bacia, tanto para não fazer sombra como para permitir a ventilação.</li>
<li><strong>Dimensionamento</strong><br />
Pela prática, observou-se que 2 metros cúbicos de bacia para cada morador é o suficiente para que o sistema funcione sem extravasamentos. A forma de dimensionamento da bacia é: largura de 2m e profundidade de 1m. O comprimento é igual ao número de moradores usuais da casa. Para uma casa com cinco moradores, a dimensão fica assim: (LxPxC) 2x1x5 = 10 m3.<br />
<img src="/imagens/bet3.jpg" alt="Figura 3" title="Figura 3" /></li>
<li><strong>Bacia</strong><br />
Pode-se construir a bacia de diversas maneiras, mas visando a economia sem descuidar da segurança, o método mais indicado de construção das paredes e do fundo é o ferrocimento, como se pode observar na fotos abaixo. As paredes ficam mais leves, levando menos materiais. O ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de “viveiro” coberta com argamassa. A argamassa da parede deve ser de duas (2) partes de areia (lavada média) por uma (1) parte cimento e argamassa do piso deve ser de duas (3) partes de areia (lavada) por uma (1) parte cimento. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo) o piso caso o solo não seja muito firme.</li>
<li><strong>Câmara anaeróbia</strong><br />
Depois de pronta a bacia e assegurada sua impermeabilidade, mantendo-a úmida por três dias, vem a construção da câmara que é super facilitada com o uso de pneus usados e o entulho da obra. Como mostra a foto abaixo, a câmara é composta do duto de pneus e de tijolos (bem queimados) inteiros alinhados ou cacos de tijolos, telhas e pedras, colocados até a altura dos pneus. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de micronutrientes.</li>
<li><strong>Dutos de inspeção</strong><br />
Neste ponto pode-se iniciar a fixação dos 3 dutos de 50mm de diâmetro, conforme os desenhos acima, para a inspeção e coletas de amostras de água.</li>
<li><strong>Camadas de materiais</strong><br />
Como a altura dos pneus é de cerca de 55cm, que juntamente com a colmeia de tijolos de cada lado vão formar a primeira camada (mais baixa) de preenchimento da bacia (câmara), irão restar ainda 45 cm em média para completar a altura da BET e mais 4 camadas de materiais. A segunda camada é a de brita (+/- 10 cm). Nesse ponto eu tenho usado uma manta de Bidim para evitar que a areia desça e feche os espaços da brita. A terceira é a da areia (+/- 10 cm). E a quarta é a do solo (+/- 25 cm) que vai até o limite superior da bacia. Procure usar um solo rico em matéria orgânica e mais arenoso do que argiloso. A última camada é a palha que fica acima do nível da BET.</li>
<li><strong>Proteção</strong><br />
Como a bacia não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, ela deve ser coberta com palhas. Todas as folhas que caem das plantas e as aparas de gramas e podas, são colocadas sobre a bacia para formar um colchão por onde a água da chuva escorre para fora do sistema. E para evitar a entrada da água que escorre pelo solo, é colocada uma fiada de tijolos ou blocos de concreto, ao redor da bacia para que ela fique mais alta que o nível do terreno.</li>
<li><strong>Plantio</strong><br />
Por último, deve-se plantar espécies de folhas largas como mamoeiro (4), bananeiras (2), taiobas, caetés, etc. As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer os buracos (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enchê-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo. Quando plantada a partir de rebentos (mudas), posicione-os inclinados para fora, isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras. </li>
</ol>
<p><strong>ÁLBUM DE FOTOS</strong><br />

<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet1/' title='foto-bet1'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet1-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet1" title="foto-bet1" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet2/' title='foto-bet2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet2" title="foto-bet2" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet3/' title='foto-bet3'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet3-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet3" title="foto-bet3" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet4/' title='foto-bet4'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet4-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet4" title="foto-bet4" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet5/' title='foto-bet5'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet5-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet5" title="foto-bet5" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet6/' title='foto-bet6'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet6-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet6" title="foto-bet6" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet7/' title='foto-bet7'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet7-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet7" title="foto-bet7" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet8/' title='foto-bet8'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet8-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet8" title="foto-bet8" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet9/' title='foto-bet9'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet9-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet9" title="foto-bet9" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/foto-bet10/' title='foto-bet10'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/foto-bet10-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="foto-bet10" title="foto-bet10" /></a>
<br />
Acrescentarei as fotos da BET de minha casa assim que tiver completa.</p>
<p><strong>USO EM ÁREA URBANA</strong></p>
<p>Na região sul do Brasil tem diversas BETs em áreas rurais em funcionamento. Não há nenhum impedimento legal para sua instalação. Mas nas cidades, normalmente, tem uma legislação rígida normalizando os sistemas de tratamento residenciais e que impedem o uso desses sistemas. </p>
<p>Em Criciúma, tivemos a primeira implantação de uma BET em área urbana legalizada e aceita pela prefeitura, que poderá incentivar o seu uso para diminuir a demanda por ETEs públicas. Neste momento a cidade está implantando a primeira ETE na cidade para o tratamento do esgoto. E que sabemos não resolverá o problema totalmente e nem por muito tempo. Logo deverá ser ampliada ou duplicada. Até porque todas as águas servidas são misturadas e contaminadas, aumentando o problema para as ETEs. E ainda tem um custo de manutenção que deverá ser repassados aos usuários. A BET tem custo ZERO de manutenção. O tratamento é biológico, sem materiais químicos.</p>
<p>Para auxiliar os interessados, disponibilizo abaixo o RAP (Relatório Ambiental Prévio) que fiz para solicitar a licença de implantação do sistema completo (Bacia de Evapotranspiração e Círculo de Bananeiras). Como esses sistemas ainda são desconhecidos da maioria, o RAP cumpre a missão de explicá-lo tecnicamente aos responsáveis pela área sanitária da cidade. Alerto que não é uma missão fácil, precisa-se de paciência e dedicação para que o sistema seja compreendido e liberado para construção. Os técnicos tem suas razões legais para questionar o projeto e normalmente exigem que o sistema tenha uma saída para o canal pluvial ou de esgoto da prefeitura. O projeto sanitário (abaixo) deve ir como anexo do RAP e mostra como isso pode ser feito sem prejudicar o sistema e ainda serve de ponto de observação de extravase da água.</p>
<p>Arquivos PDF do projeto e do relatório (RAP) para donwload:<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/download/rap.pdf">Modelo de RAP (Relatório Ambiental Prévio)</a> (191 Kb)<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/download/projeto-bet.pdf">Modelo de planta do sistema completo de tratamento</a> (1,6 Mb)</p>
<p>Na Austrália e em outros países essa já é uma prática comum, divulgadas pelo movimento da permacultura. Vamos fazer o nosso movimento seguindo os projetos a risca e ainda tentando melhorá-los no sentido da segurança e da economia.</p>
<p>Faça bom proveito e envie suas sugestões e dúvidas.</p>
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		<title>&#8220;Fossa de bananeiras&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 15:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[águas servidas]]></category>
		<category><![CDATA[canteiro bio-séptico]]></category>
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		<description><![CDATA[Nessas últimas semanas tenho recebido muitos emails perguntando sobre a &#8220;fossa de bananeiras&#8221;, resolvi então pesquisar a razão dessa avalanche de consultas. Descobri que esse termo foi usado no programa &#8220;lar-doce-lar&#8221; do Luciano Huck pelo Marcelo Rosenbaum. Mas está existindo &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2010/08/fossa-de-bananeiras/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessas últimas semanas tenho recebido muitos emails perguntando sobre a &#8220;fossa de bananeiras&#8221;, resolvi então pesquisar a razão dessa avalanche de consultas. Descobri que esse termo foi usado no programa <a href="http://tvglobo.caldeiraodohuck.globo.com/lardocelar/category/familia-silva-belford-roxo/">&#8220;lar-doce-lar&#8221;</a> do Luciano Huck pelo Marcelo Rosenbaum. Mas está existindo uma certa confusão entre &#8220;fossa de bananeiras&#8221; para tratamento de água negra e o &#8220;círculo de bananeiras&#8221;, que é uma técnica para o tratamento da água cinza. Portanto, são técnicas com objetivos diferentes. Outro ponto importante, foram as referências que encontrei em artigos na internet falando sobre a capacidade das bananeiras de filtrar as águas negras, mas como poderão perceber, as coisas não são bem assim.</p>
<p>O sistema chamado de &#8220;fossa de bananeiras&#8221;, &#8220;fossa bio-séptica&#8221; e ainda &#8220;canteiro bio-séptico&#8221;, mais usado na região central do Brasil, apesar de ser baseado nos mesmos princípios, é um tanto diferente da &#8220;Bacia de Evapotranspiração&#8221; (BET), o sistema usado pela <a href="http://www.permear.org.br">Rede Permear</a> em outras regiões do Brasil, principalmente em SC. Ambos tem a mesma origem na permacultura, mas acabaram tendo algumas características de construção e desenvolvimento diferentes.</p>
<p>Aqui vou procurar clarear, o tanto que consigo, o tema do tratamento das águas servidas numa residência&#8230;<br />
<span id="more-511"></span><br />
<strong>Sistematização da água</strong><br />
Para quem quer uma visão mais geral sobre esse tema, sugiro ler:<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/2006/03/22/sistematizacao-da-agua/">http://www.setelombas.com.br/2006/03/sistematizacao-da-agua/</a></p>
<p><strong>Círculo de bananeiras</strong><br />
Para quem quer tratar apenas a água cinza (águas usadas em pias, tanques, máquinas de lavar-roupa e chuveiros), sugiro este artigo:<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/2006/10/14/circulo-de-bananeiras/">http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/</a></p>
<p><strong>Sanitário Compostável</strong><br />
Para quem quer uma solução que não gera água negra, para não precisar tratar:<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/2006/04/20/sanitario-compostavel/">http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/</a></p>
<p><strong>Bacia de Evapotranspiração (BET) ou &#8220;fossa de bananeiras&#8221;</strong><br />
Sistema de tratamento de águas negras (águas usadas em sanitários para descarga), para quem quer uma alternativa ecológica aos sistemas de fossa séptica e sumidouro:<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/">http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/</a></p>
<p><strong>Importante:</strong></p>
<ul>
<li>Nos seguintes links&#8230;<br />
<a href="http://www.permear.org.br/pastas/documentos/permacultor4/Bacia-evapo.pdf" TARGET="_blank">http://www.permear.org.br/pastas/documentos/permacultor4/Bacia-evapo.pdf</a><br />
<a href="http://www.scribd.com/doc/15919161/Bacia-de-Evapotranspiracao" TARGET="_blank">http://www.scribd.com/doc/15919161/Bacia-de-Evapotranspiracao</a><br />
apesar de aparecem nos desenhos um tubo com nome de &#8220;ladrão&#8221;, é necessário entender bem o que isso seja. Pois se isso for entendido como um &#8220;ladrão&#8221; de caixa dágua, poderia ser uma fonte de contaminações. A água que sair por esse &#8220;ladrão&#8221;, na extremidade oposta à entrada do tanque e na parte horizontal superior, deve ir para algum local sobre controle, como uma caixa ou tambor. Isto tem o objetivo de permitir a verificação do extravasamento de água, seja por mal dimensionamento, sobrecarga momentânea do sistema ou excesso de chuva. Um nome correto dessa saída seria Tubo de Inspeção.</li>
<li>Uma vez que a evapotranspiração é uma característica mais intensa nas plantas de folhas largas, como mamoeiro, caeté, taioba, etc., não apenas da bananeira, acho que o nome popular &#8220;fossa de bananeiras&#8221; seja inadequado, levando a muitas interpretações errôneas. Quanto aos frutos (bananas, mamão, etc.) colhidos neste sistema podem ser consumidos sem riscos. Evite apenas as raízes consumidas cruas.</li>
</ul>
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		<title>Criação de abelhas sem ferrão</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 11:31:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana estava conversando com o amigo Gardel sobre uma das espécies de abelhas nativas sem ferrão que mantemos no SeteLombas, a Jataí, que ele começou a estudar e cuidar. No dia seguinte o mano João Marino me enviou um &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2010/02/criacao-abelhas-sem-ferrao/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_273" class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><a href="http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/meliponario2/" rel="attachment wp-att-273"><img src="http://www.setelombas.com.br/imagens/meliponario2.jpg" alt="" title="meliponario2" width="480" height="640" class="size-full wp-image-273" /></a><p class="wp-caption-text">Meliponário do SeteLombas</p></div><br />
Esta semana estava conversando com o amigo Gardel sobre uma das espécies de abelhas nativas sem ferrão que mantemos no SeteLombas, a Jataí, que ele começou a estudar e cuidar. No dia seguinte o mano João Marino me enviou um material sobre o assunto para eu disponibilizar aqui.</p>
<p>Trata-se de um guia de criação de abelhas sem ferrão publicado pela equipe do projeto ProVárzea/Ibama do Ministério do Meio Ambiente publicou em 2005.</p>
<p>Arquivo PDF para download: <a href="http://www.setelombas.com.br/download/abelhas-sem-ferrao.pdf">criacao-de-abelhas-sem-ferrao.pdf</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha filha Carla</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 17:44:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e minha filha Carla temos um relacionamento muito bacana e muitas coisas em comum, família, música, design, etc. Como já falei aqui, a vida no SeteLombas, deu abertura para muitos talentos da família, que imagino que muita família tem &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2009/07/minha-filha-carla/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e minha filha Carla temos um relacionamento muito bacana e muitas coisas em comum, família, música, design, etc. Como já falei aqui, a vida no SeteLombas, deu abertura para muitos talentos da família, que imagino que muita família tem mas acaba não colocando pra fora, nem descobrindo. Abaixo um vídeo que mostra um pouquinho dos talentos da Carla, com música e letra dela. Ah, ela é a personagem principal do vídeo.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BFv28DSSZuw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/BFv28DSSZuw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Sustentabilidade é o mínimo</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 17:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[berço-a-berço]]></category>
		<category><![CDATA[bioconstrução]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O termo &#8220;sustentabilidade&#8221; aos poucos vai perdendo a identidade com a sua origem ou com as idéias que o forjaram. Nasceu das discussões sobre quais as condições mínimas para que um empreendimento ou atividade humana garantissem seus benefícios para o &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2009/04/sustentabilidade-e-o-minimo/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O termo &#8220;sustentabilidade&#8221; aos poucos vai perdendo a identidade com a sua origem ou com as idéias que o forjaram.  Nasceu das discussões sobre quais as condições mínimas para que um empreendimento ou atividade humana garantissem seus benefícios para o ser humano e o ambiente tanto agora como em um futuro indefinido. As qualidades quase esquecidas são: <em>ecologicamente correto</em>, <em>socialmente justo</em> e <em>economicamente viável</em>. E eu acrescentaria <em>culturalmente aceito</em>, divertido e belo. </p>
<p>Das iniciativas para que as atividades humanas sigam nesse rumo, acho que o lado econômico da equação é o que encontra mais dificuldade para ser resolvido. E sem ele o resto não consegue êxito. Simplesmente porque não chama a atenção de ninguém, ou quase ninguém.<br />
<span id="more-400"></span><br />
Esse tem sido meu tema de pesquisa nos últimos tempos. E quando pesquiso um tema ou observo algo, estou sempre em busca de um padrão, de uma visão sistêmica que se desdobre naturalmente, uma ordem natural. E  nessa direção encontrei as idéias de dois homens, William McDonough e Michael Braungart. Eles estão fazendo trabalhos excelentes em arquitetura e design. E estão conseguindo tornar a sustentabilidade uma idéia atraente para empresários e para governos.</p>
<p>O conceito principal deles é &#8220;lixo igual a alimento&#8221;. Isso é música para meus ouvidos. Calma, eu explico&#8230; Lendo artigos sobre as idéias da dupla não havia encontrado ainda tal afirmação e nem dado muita importância, pensando tratar-se de oportunidades de negócios apenas. Mas quando assisti a um documentário (<a href="http://www.youtube.com/tvescola">canal TV Escola</a>) sobre o seu encontro e seus trabalhos práticos, pude entender melhor. Suas idéias estão na mesma frequência da permacultura. Traduzindo&#8230; o que sobra de um processo é alimento para o seguinte, até que volte ao solo, sendo alimento para outros processos naturais. Tudo que fizermos, desconsiderando isso, irá resultar em problemas futuros de poluição, além de enormes gastos de energia desnecessários. Uma compreensão correta desses fatos cria as condições para vislumbrar novas maneiras de viver.<br />
Por isso, &#8230; a sustentabilidade é o mínimo que podemos fazer.</p>
<p>Algumas referências sobre os trabalhos de McDonough &#038; Braungart:<br />
- <a href="http://www.revistameioambiente.com.br/2008/03/05/a-alternativa-berco-a-berco/">Abordagem: berço-a-berço</a> (português);<br />
- <a href="http://www.mbdc.com/">Comunidade: berço-a-berço</a> (inglês);<br />
- <a href="http://www.mcdonough.com/full.htm">William McDonough</a> (inglês);<br />
- <a href="http://www.braungart.com/">Michael Braungart</a> (inglês).<br />
- Vídeo &#8220;Alternativa berço a berço&#8221; no canal tvescola (português). Se for por uma boa causa posso enviar via ftp.</p>
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		<title>Terra Ardente</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 12:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 1999 decidi fazer tudo que estivesse ao meu alcance para mudar o rumo para o qual todos nós estamos indo, começando por mim. Primeiro, compramos o terreno que hoje é o sítio Sete Lombas, e começamos a estudar, praticar &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2009/04/terra-ardente/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1999 decidi fazer tudo que estivesse ao meu alcance para mudar o rumo para o qual todos nós estamos indo, começando por mim. </p>
<p>Primeiro, compramos o terreno que hoje é o sítio Sete Lombas, e começamos a estudar, praticar e divulgar métodos e técnicas alternativas para todas as nossas ações que causam males a natureza.  Desde então temos procurado nos mover segundo perguntas simples: O que é a verdadeira agricultura? Como podemos usar a água e devolvê-la ao ambiente melhor do que a encontramos? Como podemos construir moradias sem danificar o entorno e sem usar materiais que prejudicam até lugares distantes? E o mais difícil pra mim, como viver o dia a dia sem causar estragos para a nossa e as próximas gerações?</p>
<p>Também deixamos de lado as notícias alarmistas e as denúncias e nos concentramos no lado positivo do problema, nas soluções. Mas agora, passados 10 anos, a nossa situação ficou mais dramática, então continuarei a escrever somente soluções mas vou começar a divulgar alguns textos sobre os problemas, como esse artigo do autor da Teoria de Gaia.<br />
<a href="http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/414/mata_414.htm">&#8220;Terra Ardente &#8211; Dr. James Lovelock&#8221;</a>.</p>
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		<title>Coleta de água da chuva</title>
		<link>http://www.setelombas.com.br/2008/12/coleta-de-agua-da-chuva/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=coleta-de-agua-da-chuva</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 15:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[cisterna]]></category>
		<category><![CDATA[coleta]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo Tomaz Lotufo, arquiteto e permacultor, publicou um artigo no seu blog BioArquiteto.com.br sobre coleta de água da chuva juntamente com uma apostila ilustrada sobre construção de cisterna de ferrocimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo Tomaz Lotufo, arquiteto e permacultor, publicou um artigo no seu blog <a href="http://bioarquiteto.com.br">BioArquiteto.com.br</a> sobre coleta de água da chuva juntamente com uma apostila ilustrada sobre <a href="http://www.bioarquiteto.com.br/2008/09/a-importancia-da-agua/">construção de cisterna de ferrocimento</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>É possível uma sociedade feliz?</title>
		<link>http://www.setelombas.com.br/2008/01/uma-experiencia-de-sociedade-feliz/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=uma-experiencia-de-sociedade-feliz</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jan 2008 16:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tokkou]]></category>

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		<description><![CDATA[Já falei aqui, em outro artigo, de como conheci o Curso Tokkou e hoje pretendo falar um pouquinho sobre a Vila Yamaguishi, onde acontece o Tokkou quatro vezes por ano. No vídeo a seguir, uma reportagem do Canal GNT, pode-se &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2008/01/uma-experiencia-de-sociedade-feliz/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já falei aqui, em outro artigo, de como conheci o <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/06/18/o-que-e-o-curso-tokkou/">Curso Tokkou</a> e hoje pretendo falar um pouquinho sobre a <a href="http://yamaguishi.com.br/">Vila Yamaguishi</a>, onde acontece o <a href="http://www.associacaofelicidade.org.br/">Tokkou</a> quatro vezes por ano. </p>
<p>No vídeo a seguir, uma reportagem do Canal GNT, pode-se conhecer um pouquinho da vila, nas palavras dos seus moradores.</p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Kg9FLsZOSg&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Kg9FLsZOSg&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p>Além do Brasil, existem Vilas Yamaguishi na Suíça, Alemanha, EUA, Coréia, Tailândia, Austrália e em mais de 40 locais no Japão, onde surgiram.</p>
<p>Nessas vilas, várias famílias de voluntários vivem uma vida sem posse. Moradia, alimentação, roupas, são todas gratuitas, não há salários, não existem chefes nem patrões, portanto, não há em absoluto ordens a serem obedecidas.<br />
<span id="more-118"></span><br />
Cada um faz o que deseja de verdade e vive de forma alegre e rica.</p>
<p>No Brasil, assim como nos outros países, a vila vem praticando por meio da produção agrícola a harmonia entre a natureza e a ação humana consciente, almejando expandir a sociedade de amor fraterno para todo o mundo.</p>
<p>A Vila Yamaguishi também é chamada de “Vila de alegria e amizade onde não é preciso dinheiro”, é o lugar onde manifestam na prática a construção da sociedade de amor fraterno sem fronteiras e sem posses. E nela, dentro da grande e rica natureza, convivem em amizade e alegria.</p>
<p>Por uma razão, procuro visitar a Vila ao menos uma vez por ano. Lá encontro amigos, participo da zeladoria de um Curso Tokkou ou de alguma <a href="http://www.associacaofelicidade.org.br/cursos/escola-de-kensan/">Reunião de Kensan</a>. </p>
<p>Todas as pessoas que participam do Curso Tokkou passam a fazer parte da <a href="http://www.associacaofelicidade.org.br/">Associação Felicidade</a>. E nós aqui do sul do SC, os associados de Criciúma e região, já promovemos 2 Tokkous no <a href="http://oikos.org.br">Oikos</a>. E vamos promover ao menos mais um esse ano.</p>
<p>Acho que uma sociedade feliz é possível. E meu lema também é &#8220;Eu, Hei de Prosperar Junto com Todo o Universo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma poesia que virou música</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 06:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[podcast]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[sítio]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava pensando no que poderia disponibilizar em mp3 aqui para testar o recurso de podcasting que pensamos usar em breve para algumas prosas ao pé do ouvido sobre as nossas experiências no SeteLombas. Então lembrei da poesia &#8220;SeteLombas&#8221; do mano &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2007/12/uma-poesia-que-virou-musica/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava pensando no que poderia disponibilizar em mp3 aqui para testar o recurso de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast">podcasting</a> que pensamos usar em breve para algumas prosas ao pé do ouvido sobre as nossas experiências no SeteLombas.</p>
<p>Então lembrei da poesia &#8220;SeteLombas&#8221; do mano João, que fala sobre o sítio e que o Bruno, um colega de trabalho dele,  resolveu musicá-la e nos presentear depois que a leu no livro &#8220;Trilhas e Sonhos&#8221;. Adoramos!</p>
<p>Tem até um fato engraçado em relação a isto. A esposa do Bruno quando ouviu a música pela primeira vez, comentou que achava a letra da música muito erótica e perguntou: &#8220;quem é esta tal de setelombas?&#8221;.</p>

<p>Título: SeteLombas<br />
Letra: João Marino Vieira<br />
Música e violão: Bruno Farias Favaro<br />
Interpretação: Ramon Feltrin</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Jardineiro &#8211; poesias de amor à Terra</title>
		<link>http://www.setelombas.com.br/2007/12/o-jardineiro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-jardineiro</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2007 20:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[jardineiro]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse livro é um marco muito especial para o povo das SeteLombas. É ao mesmo tempo o lançamento do terceiro livro do poeta João Marino Vieira, &#8220;O Jardineiro &#8211; Poesias de amor à Terra&#8220;, é a primeira publicação da comunidade &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2007/12/o-jardineiro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.setelombas.com.br/sitio/livros/o-jardineiro/"><img src="/imagens/ojardineiro4.jpg" style="border: none; float: right;" title="Capa" alt="O Jardineiro" /></a>Esse livro é um marco muito especial para o povo das SeteLombas. É ao mesmo tempo o lançamento do terceiro livro do poeta <a href="http://www.setelombas.com.br/sitio/comunidade/joao-marino/">João Marino Vieira</a>, &#8220;<a href="http://www.setelombas.com.br/sitio/livros/o-jardineiro/">O Jardineiro &#8211; Poesias de amor à Terra</a>&#8220;, é a primeira publicação da comunidade SeteLombas, teve a cooperação de toda a família Vieira.</p>
<p>Para minha sorte, o poeta João Marino Vieira nasceu meu irmão. Por meio de suas poesias aprendi a encantar-me com a música do casamento das palavras e a reconhecer o poder da poesia para chegar aonde as palavras cruas, temperadas apenas de sentido lógico, não conseguem. Entendo o que uma poesia quer me dizer, não pelo significado puro das palavras, mas pelos sentimentos que despertam em mim.</p>
<p><span id="more-91"></span><br />
Apresentar meu irmão João é uma missão prazerosa e uma feliz oportunidade de expressar de maneira pública minha admiração por ele. Além de irmão de sangue, ele é um grande amigo. Temos caminhado juntos, desde as trilhas pela Serra Geral catarinense até a busca da concretização de nossos sonhos, por um mundo claro como um dia de primavera para todos.</p>
<p><a href="http://www.setelombas.com.br/sitio/livros/o-jardineiro/"><img src="/imagens/ojardineiro3.jpg" style="border: none ; margin: 4px 16px 8px 1px; float: left;" title="Capa" alt="O Jardineiro" /></a>No Sítio Sete Lombas, onde plantamos juntos muito mais do que árvores, estamos aprendendo, dia a dia, a desvendar o véu das idéias pré-concebidas que nos impede de ver a natureza como ela é. E vislumbrando, aos poucos, com nossa família e amigos, o verdadeiro ser humano que existe em cada um de nós, um ser humano como “O Jardineiro”, que cuida da terra, das plantas e convive com todos os tipos de vida deste planeta.</p>
<p>É desse ser humano que esse livro nos fala, numa linguagem poética, que nos dá a oportunidade de encontrá-lo dentro de nós mesmos e no outro. Mas ele conta com nosso ouvir atento e despojado, nesta parceria necessária para ver o novo, a cada verso.</p>
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		<title>Diário 13nov2007</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 16:43:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diario]]></category>
		<category><![CDATA[cisterna]]></category>
		<category><![CDATA[ferrocimento]]></category>
		<category><![CDATA[frutas]]></category>
		<category><![CDATA[piscina natural]]></category>
		<category><![CDATA[preparado biodinâmico]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra começar quero comentar sobre os frutos que estamos colhendo no sítio. As árvores estão cada vez mais belas e produzindo deliciosos frutos. Um caso especial é o tamanho e o sabor das pitangas que estamos colhendo por esses dias. &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra começar quero comentar sobre os frutos que estamos colhendo no sítio. As árvores estão cada vez mais belas e produzindo deliciosos frutos. Um caso especial é o tamanho e o sabor das pitangas que estamos colhendo por esses dias. Nunca comi pitangas tão saborosas. Elas são levemente ácidas, doces e super suculentas.<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/fotos/sitio/"><img src="/fotos/cache/sitio/pitangas-no-galho.jpg_490.jpg" title="Clique para ver outras imagens" alt="Pitangas" style="float:left; margin: 4px 8px 0 1px;" /></a></p>
<p>Outra coisa muito interessante e motivo de muito contentamento é o que observamos nessa primavera no sítio. Os resultados de um trabalho que fizemos nestes últimos 7 anos, principalmente cuidando do solo, mantendo-o coberto com vegetação e palha. Também foi feito e aplicado no ambiente o preparado biodinâmico 501, como uma nova experiência, indicado para estimular o florecimento. E até os araçás que se negavam a florir deram o ar de sua graça e estão completamente floridos, fazendo coro com suas amigas de outras espécies. As plantas do sítio nunca produziram tantas flores como nesta primavera. Falaremos mais nisto noutro artigo que estamos preparando.<br />
<span id="more-85"></span><br />
Também iniciamos a construção da piscina natural. O buraco já está pronto e na próxima semana começaremos a construção da taipa de pedras (interna) e concluiremos a zona de raízes que fará a filtragem e receberá a água da re-circulação e oxigenação da água. Trata-se de uma piscina que não usará produtos químicos para garantir a saúde das pessoas matando toda a vida da água. O ambiente saudável e propício ao banho se dará pelo ambiente com diversidade de espécies garantindo o equilíbrio entre plantas, animais e minerais. Também estamos documentando esse processo para publicar aqui em breve.<br />

<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/caixa-jatai/' title='caixa-jatai'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/caixa-jatai-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="caixa-jatai" title="caixa-jatai" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/joao-e-luiz/' title='joao-e-luiz'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/joao-e-luiz-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="joao-e-luiz" title="joao-e-luiz" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/laranjeira-dekopon/' title='laranjeira-dekopon'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/laranjeira-dekopon-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="laranjeira-dekopon" title="laranjeira-dekopon" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/meliponario2/' title='meliponario2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/meliponario2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Meliponário do SeteLombas" title="meliponario2" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/meliponario/' title='meliponario'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/meliponario-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="meliponario" title="meliponario" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/o-jardineiro-joao/' title='o-jardineiro-joao'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/o-jardineiro-joao-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="o-jardineiro-joao" title="o-jardineiro-joao" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/pitangas-na-mao/' title='pitangas-na-mao'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/pitangas-na-mao-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="pitangas-na-mao" title="pitangas-na-mao" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2007/11/diario/pitangas-no-galho/' title='pitangas-no-galho'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/pitangas-no-galho-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="pitangas-no-galho" title="pitangas-no-galho" /></a>
</p>
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		<title>Círculo de bananeiras</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Oct 2006 21:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria de fotos]]></category>
		<category><![CDATA[água cinza]]></category>
		<category><![CDATA[biorremediação]]></category>
		<category><![CDATA[círculo de bananeiras]]></category>
		<category><![CDATA[padrões naturais]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de água]]></category>

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		<description><![CDATA[O círculo de bananeira é usado para tratar as águas usadas da casa (pias, tanques e chuveiros), as chamadas águas cinzas. Ele também beneficia a produção de bananas em escala humana. Essa técnica originou-se da observação dos efeitos dos fortes &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/imagens/circulo-de-bananeiras1.jpg" alt="circulo" title="Esquema círculo de bananeiras" style="float:left; margin: 4px 16px 0 1px;" />O círculo de bananeira é usado para tratar as águas usadas da casa (pias, tanques e chuveiros), as chamadas águas cinzas. Ele também beneficia a produção de bananas em escala humana.</p>
<p>Essa técnica originou-se da observação dos efeitos dos fortes ventos sobre a cultura dos cocos. Numa clareira os coqueiros caídos davam origem a círculos de coqueiros que nasciam, se desenvolviam e produziam melhor do que quando sós. O <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/03/19/a-linguagem-dos-padroes/">padrão natural</a> observado foi que no centro do círculo se depositavam folhas, ramos, frutos, etc, que retinham a umidade e concentravam nutrientes, beneficiando a cultura dos coqueiros. Dessa observação, passou-se em seguida às experiências com outras culturas, como a da banana.<br />
<span id="more-38"></span><br />
No caso das bananeiras percebeu-se que elas, como outras plantas de folhas largas como o mamoeiro, evaporavam grandes quantidades de água e estabeleceu-se assim uma relação com as águas cinzas das residências. Essa ligação é feita entre a necessidade de se tratar a águas que saem das pias e chuveiros das residências com a grande capacidade de evaporar (tratar) dos círculos de bananeiras. E isso é uma das bases do design na permacultura, estabelecer relações positivas, sinérgicas entre os elementos de um sistema vivo.</p>
<p><strong>Como construir?</strong><br />
<img src="/imagens/circulo-de-bananeiras2.jpg" alt="circulo" title="Esquema de construção" style="float:left; margin: 4px 16px 0 1px;" />O trabalho começa com a construção de um buraco, em forma de concha, com 1 m cúbico de volume. Lembre-se que a terra retirada do buraco é colocada na borda aumentando a altura do buraco. </p>
<p>Os sistemas vivos não seguem projetos no papel. Então mais importante do que seguir as dimensões apresentadas aqui, é procurar observar no local, o solo, a insolação, incidência de geadas, etc. para dedinir melhor como será o círculo de bananeiras de sua residência.</p>
<p>Se o solo for muito arenoso deve-se adicionar uma camada de argila para retardar a infiltração e possibilitar que a microvida faça seu trabalho de quebrar as moléculas dos nutrientes e outros compostos que vem com a água.</p>
<p><img src="/imagens/circulo-de-bananeiras3.jpg" alt="circulo" title="Esquema de construção" style="float:left; margin: 4px 16px 0 1px;" />O buraco, depois de pronto, deve ser enchido com madeira e palha para criar um ambiente adequado para o recebimento da água cinza e para beneficiar a micro vida. Isso é feito primeiro colocando pequenos troncos de madeira grossos no fundo. Em seguida galhos médios e finos de árvores e por último a palha (aparas de capim, folhas, etc.) formando um monte com quase 1 metro de altura acima da borda do buraco. A madeira deve ser colocada de forma desarrumada, para que que se crie espaços para a água. A palha em cima serve para impedir a entrada da luz e da água da chuva, que escorrerá para os lados não inundando o buraco e não se contaminando com a água cinza.</p>
<p>A água cinza deve ser conduzida por um tubo até o buraco e com um joelho na ponta para evitar o entupimento. Não usar valas abertas para a condução da água, assim mosquitos e outros animais indesejados não terão como se desenvolver. E os microorganismos da compostagem terão um ambiente perfeito para fazer o seu trabalho.</p>
<p><strong>Plantio</strong><br />
As bananeiras podem ser plantadas de diversas maneiras. Mas eu prefiro usar o rizoma inteiro ou uma cunha (parte de um rizoma) com uma gema vizível. Após fazer as covas (no mínimo 30x30x30 cm) deve-se enche-las com bastante matéria orgânica (palhas, folhas, etc.) misturada com terra. Antes de preencher totalmente o buraco, na hora de colocar o rizoma, posicione para que a gema fique para o lado de fora do círculo e inclinado de forma que a bananeira nasça caída para fora. Essa inclinação da bananeira é mais fácil de ser conseguida quando plantada a partir de rebentos. Isso facilitará a colheita e o manejo das bananeiras. O rizoma deve ficar há uns 10 cm, em média, abaixo do nível do solo.</p>
<p>Ao redor do círculo, também é indicado o plantio de mais plantas de folha larga como a taioba, o mamoeiro e entre elas batata doce ou outra plantas rasteiras para cobrir todo o espaço. Em pouco tempo o círculo irá se transformar em um nicho de fertilidade que vai se espalhar pelo entorno.</p>
<p><strong>Cuidados</strong><br />
A água cinza NÃO deve conter água preta dos sanitários. Estas deveriam ir para outros sistemas apropriados para o seu tratamento.<br />
E nas pias e chuveiros deve-se evitar o uso de detergentes químicos e outras substâncias tóxicas como cloro, etc., pois estas substâncias matam os microorganismos e impedem a compostagem dos nutrientes contidos na água cinza com a madeira.<br />
Mais informações sobre a separação das águas servidas podem ser encontradas em <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/03/22/sistematizacao-da-agua/">&#8220;sistematização da água&#8221;</a>.</p>
<p><strong>Dimensionamento</strong><br />
Esse tamanho padrão de 1 m3 para CDB é suficiente para uma família de 3 a 5 pessoas, mas se o volume de água cinza produzido na casa for maior do que a capacidade de recebimento do círculo, a solução é construir um segundo círculo interligado ao primeiro. Não se deve fazer bacias maiores que o padrão. A água cinza entra pela parte mais alta do primeiro círculo e sai no nível máximo por meio de outro tubo e segue para o segundo círculo. Conforme a situação pode-se ter uma bateria de círculos inteligados. Isso é facilitado se o terreno for inclinado.</p>
<p><strong>Manejo</strong><br />
Sempre colocar aparas de poda (grama, capim, galhos) no centro para alimentar o círculo e evitar que o buraco seja inundado com a água da chuva.<br />
Após colher o cacho de bananas, deve-se cortar a bananeira bem na base e em pedaços de 1 metro, rachar ao meio (longitudinal) e também colocar no centro do círculo. A cada 3 anos (ou mais) todo o material depositado no buraco pode ser retirado (quando os troncos se dissolverem) e usar como adubo orgânico na horta. E repor novo material como no início da implantação do círculo.</p>
<p>Aqui na região sul do Brasil há diversos círculos de bananeiras funcionando perfeitamente há mais de 3 anos. Assim que possível publicarei mais fotos dessas experiências.</p>
<p>Alguns círculos de bananeiras:<br />

<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-bananeiras5/' title='circulo-bananeiras5'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-bananeiras5-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-bananeiras5" title="circulo-bananeiras5" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-bananeiras1/' title='circulo-bananeiras1'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-bananeiras1-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-bananeiras1" title="circulo-bananeiras1" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-bananeiras2/' title='circulo-bananeiras2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-bananeiras2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-bananeiras2" title="circulo-bananeiras2" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-bananeiras3/' title='circulo-bananeiras3'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-bananeiras3-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-bananeiras3" title="circulo-bananeiras3" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-bananeiras4/' title='circulo-bananeiras4'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-bananeiras4-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-bananeiras4" title="circulo-bananeiras4" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-curupira1/' title='circulo-curupira1'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-curupira1-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Círculo do sítio Curupira" title="circulo-curupira1" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/circulo-curupira2/' title='circulo-curupira2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/circulo-curupira2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="circulo-curupira2" title="circulo-curupira2" /></a>
</p>
<p>Outras referências:</p>
<ul>
<li>Projeto Kirabati</li>
<li><a href="http://www.permear.org.br/fotos/circulo-de-bananeiras/">Sítio Raízes</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Pães de Pedra</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Sep 2006 19:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[adubo]]></category>
		<category><![CDATA[pó de rocha]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estes são alguns comentários a respeito do livro &#8220;Pães de Pedra&#8221; de Julius Hensel publicado na Alemanha em 1898 e traduzido em 2003 por Sebastião Pinheiro, Hans Landgraf e Jairo Restrepo Rivera. Quando comprei o livro pensei logo de cara &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/09/paes-de-pedra/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/imagens/paes-de-pedra.jpg" alt="Capa do livro" title="Capa do livro" style="float:left; margin: 4px 8px 0 1px;" />Estes são alguns comentários a respeito do livro &#8220;Pães de Pedra&#8221; de Julius Hensel publicado na Alemanha em 1898 e traduzido em 2003 por Sebastião Pinheiro, Hans Landgraf e Jairo Restrepo Rivera.</p>
<p>Quando comprei o livro pensei logo de cara que se tratava de um texto importante para auxiliar na compreensão das propriedades e funções do solo. Mas devido a linguagem técnica com uma notação química muito antiga e porque queria compreender melhor o assunto e explorar o livro ao máximo, recorri a um amigo que foi meu mestre em ciências no ginásio, o Prof. Adílio Gildo Viana, professor agora aposentado, um grande observador da natureza e com a mente sempre aberta e alerta para o novo. A ele devo em grande parte minha paixão pelas ciências, pela forma sempre carinhosa e bem humorada com que abordava os temas entre eles, o meu preferido, biologia.<br />
De nossas conversas sobre o livro resultaram os seguintes comentários:<br />
<span id="more-56"></span><br />
Parece que o título original era &#8220;Pão de pedras&#8221;. E é pena que um livro, escrito a mais de um século, não tenha sido amplamente divulgado e aplicado. Pelo contrário, temos notícias que foi sistematicamente proibido e maldito, por contrariar os preceitos da época.<br />
É um livro breve e de leitura relativamente fácil. Ele se atém ao cerne da questão, o pó de rochas. </p>
<p><strong>Uma síntese</strong>
<ul>
<li>Terras &#8220;novas&#8221; são ricas em minerais;</li>
<li>A exploração agrícola esgota as reservas de minerais do solo;</li>
<li>Estes minerais são provenientes da composição química das rochas que formaram o terreno;</li>
<li>Deve-se moer as rochas e adicionar o fino pó resultante às terras &#8220;velhas&#8221;.</li>
</ul>
<p><strong>Diz ainda o livro que</strong>
<ul>
<li>Erros de análise e interpretação concluíram que as plantas precisavam mais e principalmente de potássio (K) e fósforo (P) e que não sabem tirar nitrogêneo (N) do ar, portanto tem-se que adubar com NPK. Reducionismo da época, aplicado até hoje, às descobertas de Justus Liebig a cerca da composição das plantas por meio do exame das suas cinzas;</li>
<li>A amônia ou amônio (NH3) é um grupo atômico que imita e funciona como um radical alcalino mas não um mineral metálico, como o ferro, para oferecer à planta. Neste caso, a planta fica verde e folhuda mas o resultado final não é bom. É pobre em micronutrientes;</li>
<li>Apesar dos micronutrientes representarem em média apenas 3% da composição das plantas realiza um papel importantíssimo no seu desenvolvimento e reflete diretamente no valor nutricional da alimentação humana e dos demais animais;</li>
<li>Traz argumentos a favor e em defeza da idéia;</li>
<li>Traz testemunhos de pessoas e órgãos importantes confirmando os bons resultados do método de fertilização.
</li>
</ul>
<p><strong>Algumas impressões</strong><br />
Esse livro merece uma leitura bem atenta. Por diversas razões:
<ul>
<li>Em alguns breves trechos ele faz uma leitura dos dados obtidos a partir das análises químicas de maneira completamente linear, desconsiderando toda uma infinidade de conexões das plantas com o seu meio. Aliás como se faz até hoje na maioria dos casos. Por exemplo, ao perceber que em média as plantas tem 3% de minerais, ele deduz que a quantidade equivalente a 3% da biomassa num hectare é a quantidade de pó de rocha a ser adicionada ao solo. Até aí tudo bem, afinal, tem-se que começar de algum lugar e esse pode ser um ponto de partida para as experiências. Mas, o grande problema, é deduzir que ao se dobrar essa quantidade, vai dobrar a quantidade de biomassa. Isto num primeiro momento pode parecer verdadeiro, mas basta algumas observações mais atentas do solo e do que neles nascem para duvidar dessa afirmação. Há muito mais conexões despercebidas na relação entre solo e plantas, como: plantas companheiras, dia e hora do plantio, etc. Os reducionismos acontecem tanto do lado de quem &#8220;vê&#8221; apenas os nutrientes, como de quem &#8220;vê&#8221; apenas as constelações no momento do plantio, não nos levam na direção da verdade, da realidade.<br />
Felizmente, o livro é muito mais do que isso:</li>
<li>Ele faz um relato inicial sobre a escalada da indústria química e a mal fadada &#8220;revolução verde&#8221;. Um excelente histórico!</li>
<li>Expõe de maneira clara e com exemplos, os princípios da química na formação dos solos, plantas e as suas interações. Muito bom!</li>
<li>Faz uma abordagem da nutrição das plantas de uma forma holística, uma vez que propõe que o solo deva ser alimentado com o finíssimo pó das próprias rochas do local, com toda a sua riqueza de nutrientes e não apenas com uma estreita parcela deles, como o NPK.</li>
</ul>
<p>Livro importantíssimo! As principais conclusões do livro? Ainda estamos estudando e experimentando.</p>
<p>Este livro está na lista de <a href="http://www.setelombas.com.br/permacultura/leituras-recomendadas/">leituras recomendadas</a> com informações de onde comprar.</p>
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		<title>O que é o Tokkou?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jun 2006 18:33:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[social]]></category>
		<category><![CDATA[tokkou]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de conhecer a permacultura e já há algum tempo na minha caminhada no SeteLombas, fui fazer um curso na Vila Yamaguishi em Jaguariúna SP, em outubro de 2003. O curso de agrofloresta com o Ernst Götsch foi revelador, mas &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/06/o-que-e-o-curso-tokkou/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de conhecer a permacultura e já há algum tempo na minha caminhada no SeteLombas, fui fazer um curso na Vila Yamaguishi em Jaguariúna SP, em outubro de 2003. O curso de agrofloresta com o Ernst Götsch foi revelador, mas também houve um outro acontecimento marcante. Lá, encontrei sobre uma mesa, um folheto a respeito de um curso que acontece na vila algumas vezes por ano, de nome Tokkou. </p>
<p>Algumas palavras do texto me tocaram e ficaram em minha mente por um bom tempo até que resolvi participar do Tokkou, em setembro de 2004. E essa foi para mim a experiência mais libertadora da minha vida.<br />
<span id="more-57"></span><br />
No curso Tokkou não tem quem ensine. Os temas são propostos e nós mesmos vamos nos dando conta das coisas com a nossa própria força. As coisas de que me dei conta e continuo a examinar em mim mesmo, fazem toda a diferença na minha maneira de ver e viver a comunidade que, eu e os outros, somos. Não são coisas novas, são coisas que estão lá, no fundo do coração da humanidade e que não vemos. É a realidade. Não são técnicas externas, que acabam virando modismos nas comunidades e na vida das pessoas e como não estão na essência das pessoas, acabam passando. A verdade fica. Ela é.</p>
<p>Desde o Tokkou, eu e mais alguns amigos de Criciúma, em parceria com os amigos da Vila Yamaguishi, temos trabalhado para que mais pessoas aqui do sul do Brasil tenham a oportunidade de parar por uma semana e ver as coisas com mais clareza, por elas mesmas. </p>
<p>Repasso a seguir as palavras que li naquele folheto&#8230;</p>
<p><strong>Como será na verdade?</strong></p>
<p>Por meio do curso Tokkou examinar e mudar a própria vida e a sociedade.</p>
<blockquote><p>&#8220;Você é capaz de ter amizade com as outras pessoas a qualquer momento?&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>Você consegue ter prazer nas coisas que faz ou muitas vezes vem o sentimento de &#8220;faço porque tenho que fazer?&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>Você está preocupado com o rumo da sociedade, do meio ambiente, da economia? Você quer fazer algo para uma sociedade melhor, mas não sabe como?</p></blockquote>
<p>O curso especial em reunião de Kensan (tokkou) é uma oportunidade real para descobrir a sua maneira de viver, individual e verdadeira.</p>
<p>Que tal deixar de lado por ora todos os pensamentos e conceitos adquiridos e pesquisar questões essenciais da vida humana sem idéias preconcebidas?</p>
<p>No Tokkou você tem uma semana para reencontrar o seu verdadeiro Eu, como você provavelmente nunca fez, por meio da prática do Kensan (ver, pesquisar, clarear, &#8230;)</p>
<p>Este curso não oferece respostas prontas. Mas oferece a oportunidade de pensar profundamente sobre os temas individuais e sua interação na sociedade atual.</p>
<p><strong>Impressões de quem participou:</strong></p>
<blockquote><p>Antes do Tokkou, o que me motivava a mudar as coisas, eram raiva, insatisfação ou irritação. Agora tenho na base das minhas decisões o desejo de todos ficarem bem. Quero realmente viver de maneira harmoniosa com o mundo ao meu redor. &#8211; Executivo, 53 anos</p></blockquote>
<blockquote><p>Minha maneira de ver as coisas e agir mudou bastante, eu não fico mais culpando os outros. O Tokkou foi a vivência que abriu as portas do meu coração, quer dizer, agora sou capaz de perguntar &#8220;o que eu posso fazer?&#8221; &#8211; Dona de casa, 38 anos</p></blockquote>
<blockquote><p>Se eu mudar, o mundo vai mudar &#8211; O encontro com essas palavras foi o que me motivou a fazer o curso. Depois do Tokkou, mudou a maneira de me relacionar com as crianças e o conteúdo das aulas. Agora levo avante, pensando em como as crianças podem descobrir e agir com as suas próprias forças. Se um professor está sempre irritado, ou com raiva, é um incômodo para as crianças e ele mesmo. &#8211; Professor, 32 anos</p></blockquote>
<blockquote><p>Antes do Tokkou a comunicação com meu ex-marido era impossível de acontecer sem que me perturbasse profundamente. O primeiro resultado prático do Tokkou que pude observar foi poder conversar com ele sem qualquer alteração, poder falar e ouvir com serenidade &#8211; Psicóloga, 41 anos</p></blockquote>
<blockquote><p>Se fizer este curso vai se tornar uma pessoa sem raiva &#8211; me disseram isso. Eu, bastante curiosa fui participar meio incrédula. Me transformei numa pessoa que procura ver os fatos como eles são de verdade. Parece também que comecei a ver a vida humana onde existe alegia em qualquer que seja o momento. &#8211; Dona de casa, 48 anos</p></blockquote>
<blockquote><p>Minha vida perdeu vários certos e errados, bons e ruins, legais e chatos e passou a ter mais momentos coloridos de novidades. Parece que em vez de ficar fechado naquilo que eu achava que já sabia, vejo mais as coisas como se fosse pela primeira vez. &#8211; Estudante, 25 anos</p></blockquote>
<p><strong>Que tal poder soltar as amarras que o imobilizam e redescobrir-se como uma pessoa livre, capaz de lidar com qualquer situação de forma leve e ativa?</strong></p>
<p>Esse curso é único e só se faz uma vez na vida.</p>
<p>Quem organiza o curso Tokkou é a <a href="http://associacaofelicidade.org.br">Associação Felicidade.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sanitário compostável</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2006 20:14:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria de fotos]]></category>
		<category><![CDATA[bioconstrução]]></category>
		<category><![CDATA[compostagem]]></category>
		<category><![CDATA[sanitário]]></category>

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		<description><![CDATA[O sanitário compostável, também conhecido por fossa seca, sanitário seco e &#8216;composting toilet&#8217;, fecha o ciclo de nutrientes, transformando as fezes humanas em composto orgânico seguro, sem problemas com odores e sem contaminação do solo e da água. O sanitário &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sanitário compostável, também conhecido por fossa seca, sanitário seco e &#8216;composting toilet&#8217;, fecha o ciclo de nutrientes, transformando as fezes humanas em composto orgânico seguro, sem problemas com odores e sem contaminação do solo e da água.</p>
<p>O sanitário compostável, como o próprio nome diz, é um sanitário que usa o método da compostagem das fezes com serragem e papel higiênico, eliminando a necessidade de água potável para empurrar as fezes esgoto abaixo e ainda de quebra gerar um ótimo aditivo para o solo. Com este sistema, a água e o solo não são contaminados e cada família pode resolver o problema do esgoto doméstico sem depender da prefeitura para isto.</p>
<p><img src="/imagens/sanitario.gif" alt="Esquema de funcionamento do sanitário"/><br />
<span id="more-35"></span><br />
<strong>Sistema escolhido</strong><br />
Hoje em dia existe uma série de soluções disponíveis, inclusive tão compactas que cabem inteiramente dentro de casa. Porén, como preferimos as soluções mais simples e de fácil manutenção, vamos expor aqui o modelo construído no sítio SeteLombas.</p>
<p>Este sistema se adequa melhor para construção separada da casa. Mas em casas com dois pisos ou com uma declividade natural do terreno próximo a casa, pode ser contruído colado à casa, que além de economizar uma parede, dá acesso por dentro de casa. Já vi muitos modelos usando este sistema, basta usar a criatividade sem deixar de lado os critérios básicos de funcionamento.</p>
<p><strong>Condições básicas para o funcionamento:</strong><br />
Depois de algumas construções e observações no uso diário, elegemos as seguintes condições para que este sistema funcione de maneira correta:</p>
<ol>
<li>Altura da câmara: esta medida se refere ao espaço para a bolsa de ar quente que deverá se formar na parte mais alta da câmara, encostada na parede de trás do sanitário. Se essa dimensão for insuficiente, o ar quente que sobe pela chapa preta e sai pela chaminé, tenderá a escapar para dentro do sanitário provocando um desconforto para o usuário (um arzinho quente subindo entre as pernas), além do odor.</li>
<li>Dimensões: As medidas do sanitário são definidas pelo tamanho das câmaras, da inclinação da rampa e da noção de conforto para as pessoas que vão usá-lo. As câmaras devem ter cerca de 1 metro cúbico de espaço para o material a ser compostado. Portanto, a largura de uma câmara é aprox. 1 m, e o sanitário, como tem duas câmaras, terá 2 m de largura. Para a altura e largura do assento, altura da porta, do teto, etc. basta usar uma fita métrica em modelos convencionais. Nós preferimos repensar todas essas medidas tirando nossas próprias medidas: em pé, sentados, etc. e verificando quais dimensões do sanitário trariam mais conforto e comodidade para toda a família e visitantes.</li>
<li>A rampa: inclinação mínima 45&ordm;. Para uma boa compostagem, é necessário que o material seja misturado, mas como neste caso é uma tarefa manual indesejável, a rampa possibilita que o produto fecal role envolto em serragem até o final da rampa. Portanto é impressíndível que a rampa seja lisa e que antes do primeiro uso a rampa seja coberta com serragem. Para a serragem parar na rampa pela primeira vez, basta molhar a rampa antes de colocar a serragem.</li>
<li>Altura de queda até a rampa: aproximadamente 80 cm para provocar o início da rolagem.</li>
<li>A chapa preta: provoca o aquecimento do ar das câmaras que entra pelo buraco do assento e sobe pela chaminé. Por isso da importância da chapa ficar (aqui no Brasil) voltada para a face norte (o lado que bate sol o dia todo). E sem barreiras para o sol, como árvores atrás do sanitário.</li>
<li>A serragem: é o que permite, juntamente com o papel higiênico o processo de compostagem (fermentação) da mistura com as fezes, provocada por microorganismos. Uma inovação que fizemos foi incluir uma caixa para o depósito de serragem sob o assento com acesso por uma tampa com dobradiças entre as duas tampas das câmaras. Economiza espaço disponível dentro da casinha, pois dispensa o uso de tambores para isso e aumenta o volume depositado.</li>
</ol>
<p>Após o uso de uma câmara por um período de 3 a 6 meses passa-se a usar a outra câmara. No final de cada período de repouso retira-se o composto da câmara e alterna-se novamente o uso das câmaras. Para evitar o uso da câmara no período de repouso, fizemos o buraco no assento apenas em uma tampa. Quando da troca da câmara em uso, basta desaparafusar as tampas e trocá-las.</p>
<p><strong>Como usar:</strong></p>
<ul>
<li>Jogar na câmara uma medida de serragem após cada uso;</li>
<li>Não jogar dentro das câmaras materiais inorgânicos. Disponibilizar um lixeiro no sanitário para objetos como absorventes femininos, fraudas, etc.;</li>
<li>Os homens devem evitar fazer xixi (fazer no mato ou num coletor apropriado). Já as mulheres pelas dificuldades inerentes (de privacidade) ficam liberadas desta prática. Outra possibilidade é mudar o sistema para que a urina seja captada e não se misture ao composto, pois o excesso de urina vai prejudicar o processo de compostagem.</li>
<li>É bom colocar um <a href="http://www.setelombas.com.br/download/cartaz_sanitario.pdf"><strong>cartaz na porta</strong></a>, pelo lado de dentro, destacando os bons hábitos de uso do sanitário, principalmente se for de uso público.</li>
</ul>
<p><strong>Como construir</strong><br />
O ideal de uma construção ecológica é usar mais de uma técnica e tipo de material, adequando a disponibilidade com a nessidade de cada estrutura. Para o nosso sanitário utilizamos tijolos com argamassa para a construção das câmaras, madeira de eucalípto para o abrigo e bambú para os espaços de ventilação. O ideal seria uma construção totalmente ecológica, mas é melhor do jeito que fizemos do que continuar com sanitário convencional.</p>
<p><img src="/imagens/sanitario2.gif" alt="Vistas frontal, lateral e traseira do sanitário"/></p>
<p>Abaixo uma galeria de fotos mostrando o passo-a-passo da construção desse modelo de sanitário:<br />

<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario23/' title='sanitario23'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario23-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario23" title="sanitario23" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario01/' title='sanitario01'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario01-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario01" title="sanitario01" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario03/' title='sanitario03'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario03-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario03" title="sanitario03" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario04/' title='sanitario04'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario04-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario04" title="sanitario04" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario05/' title='sanitario05'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario05-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario05" title="sanitario05" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario06/' title='sanitario06'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario06-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario06" title="sanitario06" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario07/' title='sanitario07'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario07-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario07" title="sanitario07" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario09/' title='sanitario09'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario09-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario09" title="sanitario09" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario10/' title='sanitario10'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario10-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario10" title="sanitario10" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario11/' title='sanitario11'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario11-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario11" title="sanitario11" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario12/' title='sanitario12'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario12-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario12" title="sanitario12" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario14/' title='sanitario14'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario14-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario14" title="sanitario14" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario15/' title='sanitario15'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario15-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario15" title="sanitario15" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario16/' title='sanitario16'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario16-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario16" title="sanitario16" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario17/' title='sanitario17'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario17-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario17" title="sanitario17" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario18/' title='sanitario18'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario18-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario18" title="sanitario18" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario19/' title='sanitario19'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario19-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario19" title="sanitario19" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario20/' title='sanitario20'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario20-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario20" title="sanitario20" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario21/' title='sanitario21'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario21-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario21" title="sanitario21" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/sanitario22/' title='sanitario22'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/sanitario22-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="sanitario22" title="sanitario22" /></a>
</p>
<p><strong>Links para outros modelos de sanitários compostáveis:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://yvypora.wordpress.com/category/tratamento-de-efluentes/banheiro-seco/">Artigos do Yvyporã sobre a construção do sanitário da Casa da Montanha</a></li>
<li><a href="http://www.tibarose.com/port/projetos-baleia_jubarte.php">Bason do Tibá</a></li>
<li><a href="http://www.deatech.com/natural/waste/toilet.html">Eco-Composter</a></li>
<li><a href="http://www.biolet.com/">BioLet &#8211; Composting Toilets</a></li>
<li><a href="http://www.sun-mar.com/">SUN-MAR &#8211; Composting Toilets</a></li>
<li><a href="http://www.enviro-loo.com/">Enviro Loo</a></li>
<li><a href="http://www.composttoilet.nl/index.html">Composttoiletten, de enige duurzame oplossing</a></li>
<li><a href="http://www.weblife.org/humanure/">The Humanure Handbook &#8211; A Guide to Composting Human Manure</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Bomba carneiro</title>
		<link>http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=bomba-carneiro</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Apr 2006 19:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bomba carneiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.setelombas.com.br/2006/04/22/como-construir-uma-bomba-carneiro/</guid>
		<description><![CDATA[Importante: Nós não vendemos esse equipamento e nem de outros fabricantes. Este artigo é apenas para orientar quem quer construir sua própria bomba carneiro. A bomba carneiro, também conhecida por bomba aríete e carneiro hidráulico, é uma bomba dágua simples &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Importante:</strong> Nós não vendemos esse equipamento e nem de outros fabricantes. Este artigo é apenas para orientar quem quer construir sua própria bomba carneiro.</p>
<p>A bomba carneiro, também conhecida por bomba aríete e carneiro hidráulico, é uma bomba dágua simples de ser construída e com a grande vantagem de não requerer nenhuma fonte de energia externa para funcionar. Ela funciona com a própria pressão da coluna dágua que ela usa para bombear a água para um ponto mais alto do terreno.</p>
<p><img src="/imagens/bomba-carneiro.jpg" alt="bomba caneiro" title="Bomba carneiro comercial de pvc (EUA)" style='float:left; margin: 4px 16px 4px 1px;' />Já existem diversas experiências sobre este assunto e que geraram diversas maneiras diferentes de construí-la e com materiais e caraterísticas diferentes mas o princípio de funcionamento de todas é o mesmo. Com base no conhecimento do seu <a href="http://schou.dk/animation/" target="blank">princípio de funcionamento</a> você também poderá inventar o seu próprio jeito de construir uma.<br />
<span id="more-34"></span><br />
<img src="/imagens/carneirohidr.gif" alt="bomba caneiro" title="Bomba carneiro comercial metálica (nacional)" style='float:right; margin: 4px 0 4px 16px;' />O uso da bomba carneiro está estreitamente ligado ao modo de funcionamento e esquema de instalação para que ela funcione corretamente. Observe a desenho abaixo para ter uma idéia de como ela pode ser usada para bombear água.</p>
<p><img src="/imagens/bomba-carneiro.gif" alt="Esquema" title="Aplicação típica de uma bomba carneiro.  Fonte: CERPCH" style='float:left; margin: 16px 0px 4px 1px;' /></p>
<p>É bom saber de antemão que parte da água que passa pela bomba carneiro não é bombeada para o reservatório mais elevado, variando essa quantidade conforme o modelo. Parte da água após fazer o seu papel de empurrar o aríete, é descartada pela válvula de impulsão e volta ao seu curso natural no riacho.</p>
<p><strong>Como construir e instalar</strong><br />
<img src="/imagens/bomba-carneiro2.jpg" alt="bomba caneiro" title="Bomba carneiro modelo do projeto.  Fonte: CERPCH" style='float:left; margin: 4px 16px 4px 1px;' />Para quem deseja construir sua própria bomba carneiro, como a foto ao lado, publicamos aqui um <a href="http://www.cerpch.unifei.edu.br/menus/01/carneiro.htm" class="broken_link">trabalho</a> já tornado público, muito bem documentado e de fácil compreensão realizado pelo Professor Geraldo Lúcio Tiago Filho do <a href="http://www.cerpch.unifei.edu.br/">CERPCH</a> &#8211; Centro Nacional de Referência em Pequenos Aproveitamentos Hidroenergeticos da UNIFEI de Itajubá/MG.</p>
<p>O modelo de bomba carneiro apresentado no projeto <strong><a href="http://www.cerpch.unifei.edu.br/downloads/carneiro.zip" class="broken_link">carneiro.zip (569 Kb no formato PDF)</a></strong> (foto ao lado) funciona corretamente e suas principais vantagens são a sua fácil construção por usar peças encontradas em lojas que vendem produtos hidráulicos.</p>
<p>Demonstra os cálculos de dimensionamento da bomba em função da altura do reservatório e comprimento do tubo de alimentação dágua, bem como da altura do reservatório de destino e comprimento do cano de recalque. Faça bom proveito!</p>
<p><strong>Algumas considerações importantes:</strong></p>
<ul>
<li>Ler com bastante atenção o manual e procurar compreender todos os detalhes de funcionamento e de montagem da bomba carneiro.</li>
<li>Conferir as peças que compraram com as indicadas no manual. Pode-se fazer uma bomba carneiro de mil formas diferentes, mas&#8230;. nesse caso, a do manual, só funciona da maneira descrita.</li>
</ul>
<p><strong>Dúvidas mais frequentes</strong><br />
<em>Cooperação do amigo Jorge Timmermann que construiu uma e dá algumas dicas</em></p>
<ol>
<li><strong>Conversão de uma válvula de “retenção de poço” para uma “válvula de impulsão”</strong><br />
A válvula de retenção de poço, na sua origem, cumpre a função de evitar que a água saia do cano, quando a bomba deixa de impelir água, e entre ar no sistema fazendo que a bomba hidráulica falhe por trabalhar com ar (figura 1). O crivo é a peça inferior, que aparece cheia de buracos, e é um filtro para que não entrem galhos e folhas na bomba</p>
<p><img src="/imagens/figura-bcarneiro1.jpg" alt="figura1" title="Figura 1" /></p>
<p>O trabalho com o parafuso, porcas e mola é inverter o seu funcionamento para que o fluxo de água seja permanente até ser interrompido pela pressão/atrito que exerce a própria vazão, sobre a mola, no aumento de fluxo de água. Quer dizer:<br />
- Cada vez que acontecer o fecho da válvula (sendo vencida a resistência mecânica da mola pelo atrito do fluxo de água vazando pela válvula) haverá um efeito de “golpe de ariete” (aumento brusco da pressão interna do sistema, por acumulação/compressão das moléculas de água)   que fará que parte da água (aprox. 1/5) saia pela outra válvula de retenção vertical que é descrita no projeto.<br />
- Logo, estabilizado o sistema e sem fluxo hidráulico, a mola exercerá a sua função abrindo o passo da água e recomeça o ciclo anterior (figura 2).<br />
- Então, o parafuso estará fixado/rosqueado ao crivo por sua parte inferior/posterior (não a válvula ou a peça de oclusão). O parafuso regula a pressão da mola com o seu ajuste, a mola se encontra entre a porca do extremo do parafuso e a válvula.</p>
<p><img src="/imagens/figura-bcarneiro2.jpg" alt="figura2" title="Figura 2" /></p>
<p>Álbum de fotos com os detalhes da explicação acima:<br />

<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula1/' title='valvula1'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula1-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula1" title="valvula1" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula2/' title='valvula2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula2" title="valvula2" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula-transf1/' title='valvula-transf1'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula-transf1-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula-transf1" title="valvula-transf1" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula-transf2/' title='valvula-transf2'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula-transf2-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula-transf2" title="valvula-transf2" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula-transf3/' title='valvula-transf3'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula-transf3-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula-transf3" title="valvula-transf3" /></a>
<a href='http://www.setelombas.com.br/2006/04/bomba-carneiro/valvula-transf/' title='valvula-transf'><img width="100" height="100" src="http://www.setelombas.com.br/imagens/valvula-transf-100x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="valvula-transf" title="valvula-transf" /></a>
</p>
</li>
<li><strong>Sobre as porcas e os parafusos da bomba</strong><br />
Os parafusos costumam se denominar pelo seu comprimento e diâmetro. Isto pode ser expressado em polegadas ou em milímetros.<br />
Um parafuso de 5/16 quer dizer que será de um diâmetro de 5/16 avos de polegada o que é aproximadamente 8 mm.<br />
Para fixar o parafuso no crivo é necessário um macho para fazer rosca, do mesmo passo e diâmetro que o parafuso, é o furo deverá ser feito com uma broca menor que o diâmetro do parafuso para poder fazer a rosca no bronze, este será de 7,25 – 7,50 mm. Primeiro prove o menor diâmetro, se fica muito duro e difícil de rosquear aumente um pouco&#8230;.. Cuidado!!!!!! Que não espane a rosca!!!!.<br />
O parafuso pode ser mexido de fora da válvula, ajustando ou afrouxando ele, para variar a resistência da mola&#8230;. e assim regular o carneiro na melhor performance.</li>
</ol>
<p><strong>Onde encontrar equipamentos prontos e mais informações</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.cataventoskenya.com.br/carneirohidr.html">Carneiro Hidráulico Kenya</a> (fabricante)</li>
<li><a href="http://bombasmarumby.com/carneiro.asp">Carneiro Hidráulico Marumby</a> (fabricante)</li>
<li><a href="http://www.feiradeciencias.com.br/sala07/07_57.asp">Modelos simples da Feira de Ciências</a></li>
<li><a href="http://atlaspub.20m.com/kits.htm">Guia Atlas de construção de bomba carneiro (inglês)</a></li>
<li><a href="http://www.clemson.edu/irrig/Equip/ram.htm">Bomba carneiro feita em casa da Universidade de Clemson (inglês)</a></li>
<li><a href="http://www.judyofthewoods.net/diy/ram_pump.html">Bomba carneiro feita em casa que não perde água pelo respiro (inglês)</a></li>
<li><a href="http://schou.dk/animation/">Animação do sistema (inglês)</a></li>
<li><a href="http://www.zago.com.br/agua/carneiro.html">Uma boa compilação de fontes de informações e vídeos</a></li>
</ul>
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		<title>Sistematização da água</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Mar 2006 20:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[água cinza]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
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		<category><![CDATA[sistematização]]></category>

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		<description><![CDATA[O que caracteriza de forma marcante a ação de um permacultor? Ao fazer o design de um assentamento humano, seja ele uma vila, um sítio ou uma casa na cidade, quais seriam as prioridades? Começar por onde? Para responder a &#8230; <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/03/sistematizacao-da-agua/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que caracteriza de forma marcante a ação de um permacultor? Ao fazer o design de um assentamento humano, seja ele uma vila, um sítio ou uma casa na cidade, quais seriam as prioridades? Começar por onde?<br />
Para responder a esta questão vou usar como inspiração uma frase do amigo <a href="http://www.permear.org.br/rede/permacultores/jorge/">Jorge Timmermann</a>:</p>
<blockquote><p>O principal trabalho de um permacultor é sistematizar a água e alimentar o solo.</p></blockquote>
<p>Porque será que ele fala assim? Bom, isso dá muito o que pensar. Não é mesmo? Então, para explorar bem o tema vamos separá-lo em duas partes. Neste artigo, falarei sobre a sistematização da água e em outro artigo falarei sobre a ação de alimentar o solo. Mas, já neste artigo, procuraremos identificar as conexões entre água e solo.</p>
<p><strong>A linguagem</strong><br />
Procurando usar uma linguagem mais retratadora do que descritiva, vamos utilizar um mapa mental que procura abranger as principais oportunidades de sistematização da água em todas as zonas de um assentamento humano.<br />
<a href="http://www.setelombas.com.br/imagens/sistematizacao.gif" title="Clique para ampliar"><img src="/imagens/sistematizacaop.gif" alt="Mapa mental" /></a><br />
<span id="more-10"></span><br />
<strong>Abordagem sistêmica</strong><br />
Para compreender a sistematização da água é necessário mais que esforço intelectual. É, antes de tudo, um exercício de profunda conexão com a natureza. É, principalmente, perceber o ambiente em que vivemos como um lugar por onde a água passa, sendo aproveitada da melhor forma possível para, em seguida, tomar seu curso natural, igual ou melhor do que chegou.</p>
<p><strong>Por que sistematizar a água?</strong><br />
Porque há menos de 3% de água doce no planeta e apenas 24% disso está “disponível” para o consumo e esta parcela passa por constantes perigos e ameaças. Porém, antes de tudo, sistematizamos a água porque temos uma ética &#8211; cuidar do planeta, cuidar das pessoas e partilhar os excedentes.<br />
Além do mais, o nosso design só será válido se estiver de acordo com o seguinte princípio: “funções importantes devem ser supridas por pelo menos três elementos”. Precisamos de pelo menos três fontes de água num assentamento humano para ser realmente sustentável. Afinal, podemos sobreviver algumas semanas sem comida, mas quanto tempo sobreviveríamos sem água?</p>
<p><strong>Por onde começar?</strong><br />
Na metodologia de design da permacultura um dos métodos para analizar e compor a paisagem é chamado de &#8220;Planejamento por Zonas&#8221;. Neste método a área a ser planejada é dividida em ZONAS, segundo o grau de consumo de energia humana. A zona que mais consome energia, trabalho, é a zona I, depois a zona II, e assim por diante, até a zona V.<br />
Imagine uma pedra caindo num lago. Que imagem lhe vem à mente? Uma série de anéis concêntricos que vão diminuindo de intensidade, certo? A Zona I, num assentamento humano, é exatamente o ponto de maior concentração e consumo de energia, trabalho humano. É nesta área onde se localiza a casa e o seu entorno. Alguns permacultores se referem a casa como sendo a Zona Zero, o centro da zona I. Outros, com os quais me identifico mais, se referem a Zona 0, como sendo o próprio ser humano que habita a Zona I. De nada adianta corrigir a paisagem, se o homem que habita nela, ainda pensar de maneira contrária ao rumo da natureza. Então precisamos começar pelas pessoas, pela ética, depois pela Zona I. Se não corrigirmos o lugar onde as pessoas moram, seus erros (efluentes, consumos exagerados, &#8230;)  atingirão as outras zonas, sem dúvida.</p>
<p><strong>Zona I</strong><br />
Aproveitar as águas da chuva, captadas por calhas no telhado ou em paredes altas (prédios), filtrando e armazenando em tanques ou outros meios à disposição, que sejam tão ou mais econômicos e eficientes quanto uma cisterna de ferrocimento.</p>
<p>Separando as águas usadas na casa em águas cinzas e pretas. As cinzas, usadas nas pias, chuveiros e máquinas de lavar, devem ser conduzidas por tubos até os <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/10/circulo-de-bananeiras/">círculos de bananeiras</a> ou até outros sistemas de bio-remediação. E as águas pretas, que saem dos sanitários, podem ir para uma <a href="http://www.setelombas.com.br/2010/10/bacia-de-evapotranspiracao-bet/">bacia de evapotranspiração</a>. Melhor ainda é ter na Zona I um sanitário seco, onde utilizamos água somente para lavar as mãos. Usar a água para empurrar cocô é, no mínimo, uma visão distorcida de conforto. Os sanitários secos, também chamados de <a href="http://www.setelombas.com.br/2006/04/sanitario-compostavel/">sanitários compostáveis</a>, além de não poluírem as águas, ainda aproveitam ricos materiais, como urina, fezes e papel higiênico, gerando composto orgânico para alimentar as minhocas, que geram o húmus, que alimenta sementes e plantas. Podem ser do tipo compactos que cabem no WC tradicional ou também as “casinhas” com duas câmaras que ficam na área externa.</p>
<p>Próximo da casa, é possível usar algum sistema de irrigação na horta para compensar alguma situação de desequilíbrio energético momentâneo ou por decisão de design. Aqui cabem algumas considerações importantes. Se as interações com a natureza forem desconsideradas no design, será preciso usar energia de fora do sistema. O uso de espécies pouco adaptadas ao clima e ao solo e de culturas fora de época, por exemplo, exigirá mais umidade e outras condições que o sistema não está preparado para fornecer de forma natural. É possível fazê-lo, mas temos que ter consciência das implicações energéticas.</p>
<p>Neste caso, há soluções simples como o uso de quebra-vento, que diminui em muito o uso de água por evitar a desidratação das plantas, e dicas preciosas como evitar a irrigação por aspersão em horários inadequados (sol intenso provoca a salinização do solo devido à rápida evaporação da água ). É preferível fazer irrigação por gotejamento porque a água vai diretamente para as raízes, onde ela é mais necessária, sem criar oportunidade para fungos e bactérias nas folhas e dispensando o uso de adubos diluídos, que são pouco eficientes.</p>
<p>Para completar o design da Zona I com chave de ouro, criando uma bela oportunidade de viver de maneira intensa a nossa relação com a água, a dica é construir uma piscina natural para desfrutar das delícias de um banho sem culpas e sem medos. Numa piscina natural não há tratamento químico. Convivemos com plantas aquáticas e pequenos animais como se estivéssemos em lagos naturais.</p>
<p><strong>Zonas II, III e IV</strong><br />
Elas não serão tratadas aqui individualmente porque os elementos a que farei referência podem estar localizados numa ou noutra, dependendo do design.</p>
<p>A declividade é um dos aspectos do terreno que mais influenciam na sistematização da água. Desde a necessidade de reflorestamento nas partes mais altas, tanto para provocar a infiltração da água no solo, evitando escorrimento e erosão, como para evitar a mudança, menos perceptível, dos níveis dos lençóis freáticos. Reflorestar também é sistematizar a água. Sem isso, as partes baixas viram charcos que afogam as raízes das plantas e as partes altas viram morros carecas sem nenhuma fertilidade.</p>
<p>Outra estratégia é construir canais e panelas de infiltração. Isso faz com que a água fique mais tempo no terreno, promovendo a fertilidade em alguns locais do terreno pela ação da gravidade e pelo acúmulo de matéria orgânica. O excedente pode ser armazenado em açudes e tanques, tanto para irrigação como para os animais.</p>
<p>A aqüicultura pode acontecer nos charcos naturais ou artificiais para culturas adaptadas, como o arroz e outras. As chinampas, no entanto, precisam ser mais estudadas. Quando sei de chinampas sendo construídas com tratores, fico pensando: como será que os astecas construíam as suas? Na Permacultura, se alguma técnica demanda muito trabalho ou altos custos, há algo de errado. Mas esse é um assunto para outra prosa.</p>
<p><strong>Zona V</strong><br />
Aqui não há nada para fazer, apenas deixá-la seguir seu rumo natural, observá-la e procurar compreendê-la. Mas podemos, se necessário, coletar algumas sementes e, em caso de ameaça, proteger as nascentes de água.</p>
<p>O mapa mental que está exposto aqui pode servir de ponto de partida para qualquer permacultor que esteja iniciando a sistematização das águas. Mas ele é, principalmente, uma base que deve expandir-se com a troca de idéias entre aqueles que estão interessados em aprender a fluir com as águas.</p>
<p>Este artigo foi publicado na Revista Permear, edição No.1.</p>
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