Sobre Itamar Vieira

Tenho 50 anos, sou casado com a Cleusa, temos três filhos (Carla, Paula e Gabriel) e moramos em Criciúma-SC. Trabalho na Ema Software, passo meus fins de semana no Sítio Sete Lombas e colaboro com os amigos do Oikos, da Associação Felicidade e da Rede Permear. Curto muito: kensan, design, permacultura, paisagismo e tocar cello (aprendendo).

Sustentabilidade é o mínimo

O termo “sustentabilidade” aos poucos vai perdendo a identidade com a sua origem ou com as idéias que o forjaram. Nasceu das discussões sobre quais as condições mínimas para que um empreendimento ou atividade humana garantissem seus benefícios para o ser humano e o ambiente tanto agora como em um futuro indefinido. As qualidades quase esquecidas são: ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável. E eu acrescentaria culturalmente aceito, divertido e belo.

Das iniciativas para que as atividades humanas sigam nesse rumo, acho que o lado econômico da equação é o que encontra mais dificuldade para ser resolvido. E sem ele o resto não consegue êxito. Simplesmente porque não chama a atenção de ninguém, ou quase ninguém.
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Terra Ardente

Desde 1999 decidi fazer tudo que estivesse ao meu alcance para mudar o rumo para o qual todos nós estamos indo, começando por mim.

Primeiro, compramos o terreno que hoje é o sítio Sete Lombas, e começamos a estudar, praticar e divulgar métodos e técnicas alternativas para todas as nossas ações que causam males a natureza. Desde então temos procurado nos mover segundo perguntas simples: O que é a verdadeira agricultura? Como podemos usar a água e devolvê-la ao ambiente melhor do que a encontramos? Como podemos construir moradias sem danificar o entorno e sem usar materiais que prejudicam até lugares distantes? E o mais difícil pra mim, como viver o dia a dia sem causar estragos para a nossa e as próximas gerações?

Também deixamos de lado as notícias alarmistas e as denúncias e nos concentramos no lado positivo do problema, nas soluções. Mas agora, passados 10 anos, a nossa situação ficou mais dramática, então continuarei a escrever somente soluções mas vou começar a divulgar alguns textos sobre os problemas, como esse artigo do autor da Teoria de Gaia.
“Terra Ardente – Dr. James Lovelock”.

É possível uma sociedade feliz?

Já falei aqui, em outro artigo, de como conheci o Curso Tokkou e hoje pretendo falar um pouquinho sobre a Vila Yamaguishi, onde acontece o Tokkou quatro vezes por ano.

No vídeo a seguir, uma reportagem do Canal GNT, pode-se conhecer um pouquinho da vila, nas palavras dos seus moradores.

Além do Brasil, existem Vilas Yamaguishi na Suíça, Alemanha, EUA, Coréia, Tailândia, Austrália e em mais de 40 locais no Japão, onde surgiram.

Nessas vilas, várias famílias de voluntários vivem uma vida sem posse. Moradia, alimentação, roupas, são todas gratuitas, não há salários, não existem chefes nem patrões, portanto, não há em absoluto ordens a serem obedecidas.
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Uma poesia que virou música

Estava pensando no que poderia disponibilizar em mp3 aqui para testar o recurso de podcasting que pensamos usar em breve para algumas prosas ao pé do ouvido sobre as nossas experiências no SeteLombas.

Então lembrei da poesia “SeteLombas” do mano João, que fala sobre o sítio e que o Bruno, um colega de trabalho dele, resolveu musicá-la e nos presentear depois que a leu no livro “Trilhas e Sonhos”. Adoramos!

Tem até um fato engraçado em relação a isto. A esposa do Bruno quando ouviu a música pela primeira vez, comentou que achava a letra da música muito erótica e perguntou: “quem é esta tal de setelombas?”.

 

Título: SeteLombas
Letra: João Marino Vieira
Música e violão: Bruno Farias Favaro
Interpretação: Ramon Feltrin

O Jardineiro – poesias de amor à Terra

O JardineiroEsse livro é um marco muito especial para o povo das SeteLombas. É ao mesmo tempo o lançamento do terceiro livro do poeta João Marino Vieira, “O Jardineiro – Poesias de amor à Terra“, é a primeira publicação da comunidade SeteLombas, teve a cooperação de toda a família Vieira.

Para minha sorte, o poeta João Marino Vieira nasceu meu irmão. Por meio de suas poesias aprendi a encantar-me com a música do casamento das palavras e a reconhecer o poder da poesia para chegar aonde as palavras cruas, temperadas apenas de sentido lógico, não conseguem. Entendo o que uma poesia quer me dizer, não pelo significado puro das palavras, mas pelos sentimentos que despertam em mim.

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Diário 13nov2007

Pra começar quero comentar sobre os frutos que estamos colhendo no sítio. As árvores estão cada vez mais belas e produzindo deliciosos frutos. Um caso especial é o tamanho e o sabor das pitangas que estamos colhendo por esses dias. Nunca comi pitangas tão saborosas. Elas são levemente ácidas, doces e super suculentas.
Pitangas

Outra coisa muito interessante e motivo de muito contentamento é o que observamos nessa primavera no sítio. Os resultados de um trabalho que fizemos nestes últimos 7 anos, principalmente cuidando do solo, mantendo-o coberto com vegetação e palha. Também foi feito e aplicado no ambiente o preparado biodinâmico 501, como uma nova experiência, indicado para estimular o florecimento. E até os araçás que se negavam a florir deram o ar de sua graça e estão completamente floridos, fazendo coro com suas amigas de outras espécies. As plantas do sítio nunca produziram tantas flores como nesta primavera. Falaremos mais nisto noutro artigo que estamos preparando.
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