Depois de conhecer a permacultura e já há algum tempo na minha caminhada no SeteLombas, fui fazer um curso na Vila Yamaguishi em Jaguariúna SP, em outubro de 2003. O curso de agrofloresta com o Ernst Götsch foi revelador, mas também houve um outro acontecimento marcante. Lá, encontrei sobre uma mesa, um folheto a respeito de um curso que acontece na vila algumas vezes por ano, de nome Tokkou.
Algumas palavras do texto me tocaram e ficaram em minha mente por um bom tempo até que resolvi participar do Tokkou, em setembro de 2004. E foi para mim a experiência mais libertadora da minha vida.
Continue lendo ‘O que é o Tokkou?’
O sanitário compostável, também conhecido por fossa seca, sanitário seco e ‘composting toilet’, fecha o ciclo de nutrientes, transformando os dejetos humanos em composto orgânico seguro, sem problemas com odores e sem contaminação do solo e da água.
O sanitário compostável, como o próprio nome diz, é um sanitário que usa o método da compostagem das fezes com serragem e papel higiênico, eliminando a necessidade de água potável para empurrar as fezes esgoto abaixo e ainda de quebra gerar um ótimo aditivo para o solo. Com este sistema, a água e o solo não são contaminados e cada família pode resolver o problema do esgoto doméstico sem depender da prefeitura para isto.
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A bomba carneiro, também conhecida por bomba aríete e carneiro hidráulico, é uma bomba dágua simples de ser construída e com a grande vantagem de não requerer nenhuma fonte de energia externa para funcionar. Ela funciona com a própria pressão da coluna dágua que ela usa para bombear a água para um ponto mais alto do terreno.
Já existem diversas experiências sobre este assunto e que geraram diversas maneiras diferentes de construí-la e com materiais e caraterísticas diferentes mas o princípio de funcionamento de todas é o mesmo. Com base no conhecimento do seu princípio de funcionamento você também poderá inventar o seu próprio jeito de construir uma.
Continue lendo ‘Bomba carneiro’
O que caracteriza de forma marcante a ação de um permacultor? Ao fazer o design de um assentamento humano, seja ele uma vila, um sítio ou uma casa na cidade, quais seriam as prioridades? Começar por onde?
Para responder a esta questão vou usar como inspiração uma frase do amigo Jorge Timmermann:
O principal trabalho de um permacultor é sistematizar a água e alimentar o solo.
Porque será que ele fala assim? Bom, isso dá muito o que pensar. Não é mesmo? Então, para explorar bem o tema vamos separá-lo em duas partes. Neste artigo, falarei sobre a sistematização da água e em outro artigo falarei sobre a ação de alimentar o solo. Mas, já neste artigo, procuraremos identificar as conexões entre água e solo.
A linguagem
Procurando usar uma linguagem mais retratadora do que descritiva, vamos utilizar um mapa mental que procura abranger as principais oportunidades de sistematização da água em todas as zonas de um assentamento humano.

Continue lendo ‘Sistematização da água’
Quando se estuda permacultura, em cursos regulares ou como autodidata, logo se percebe que um dos assuntos mais difíceis de serem compreendidos e colocados em prática é, sem dúvida, aquele sobre padrões naturais. Os estudantes costumam dizer que falta algo para facilitar a compreensão. E há também os que não vêem sequer como o conceito de padrões pode realmente servir ao design permacultural.
Este artigo pretende auxiliar aqueles que desejam ir além do uso dos clássicos padrões naturais (espirais e dicotômicos, por exemplo) como meros modelos a serem imitados em sua forma ou comportamento. Compreender os padrões naturais nos tornará melhores observadores dos sistemas complexos da natureza. Quem mais bem observa, mais bem compreende e, para o permacultor, essa competência é fundamental.
Continue lendo ‘A linguagem dos padrões’
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