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	<title>SeteLombas &#187; adubo</title>
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	<description>Estação de Permacultura</description>
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		<title>Pães de Pedra</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Sep 2006 19:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Itamar Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[adubo]]></category>
		<category><![CDATA[pó de rocha]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estes são alguns comentários a respeito do livro &#8220;Pães de Pedra&#8221; de Julius Hensel publicado na Alemanha em 1898 e traduzido em 2003 por Sebastião Pinheiro, Hans Landgraf e Jairo Restrepo Rivera. Quando comprei o livro pensei logo de cara que se tratava de um texto importante para auxiliar na compreensão das propriedades e funções [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="/fotos/sanitario/"><img src="/imagens/paes-de-pedra.jpg" alt="Capa do livro" title="Capa do livro" style="float:left; margin: 4px 8px 0 1px;" /></a>Estes são alguns comentários a respeito do livro &#8220;Pães de Pedra&#8221; de Julius Hensel publicado na Alemanha em 1898 e traduzido em 2003 por Sebastião Pinheiro, Hans Landgraf e Jairo Restrepo Rivera.</p>
<p>Quando comprei o livro pensei logo de cara que se tratava de um texto importante para auxiliar na compreensão das propriedades e funções do solo. Mas devido a linguagem técnica com uma notação química muito antiga e porque queria compreender melhor o assunto e explorar o livro ao máximo, recorri a um amigo que foi meu mestre em ciências no ginásio, o Prof. Adílio Gildo Viana, professor agora aposentado, um grande observador da natureza e com a mente sempre aberta e alerta para o novo. A ele devo em grande parte minha paixão pelas ciências, pela forma sempre carinhosa e bem humorada com que abordava os temas entre eles, o meu preferido, biologia.<br />
De nossas conversas sobre o livro resultaram os seguintes comentários:<br />
<span id="more-56"></span><br />
Parece que o título original era &#8220;Pão de pedras&#8221;. E é pena que um livro, escrito a mais de um século, não tenha sido amplamente divulgado e aplicado. Pelo contrário, temos notícias que foi sistematicamente proibido e maldito, por contrariar os preceitos da época.<br />
É um livro breve e de leitura relativamente fácil. Ele se atém ao cerne da questão, o pó de rochas. </p>
<p><strong>Uma síntese</strong>
<ul>
<li>Terras &#8220;novas&#8221; são ricas em minerais;</li>
<li>A exploração agrícola esgota as reservas de minerais do solo;</li>
<li>Estes minerais são provenientes da composição química das rochas que formaram o terreno;</li>
<li>Deve-se moer as rochas e adicionar o fino pó resultante às terras &#8220;velhas&#8221;.</li>
</ul>
<p><strong>Diz ainda o livro que</strong>
<ul>
<li>Erros de análise e interpretação concluíram que as plantas precisavam mais e principalmente de potássio (K) e fósforo (P) e que não sabem tirar nitrogêneo (N) do ar, portanto tem-se que adubar com NPK. Reducionismo da época, aplicado até hoje, às descobertas de Justus Liebig a cerca da composição das plantas por meio do exame das suas cinzas;</li>
<li>A amônia ou amônio (NH3) é um grupo atômico que imita e funciona como um radical alcalino mas não um mineral metálico, como o ferro, para oferecer à planta. Neste caso, a planta fica verde e folhuda mas o resultado final não é bom. É pobre em micronutrientes;</li>
<li>Apesar dos micronutrientes representarem em média apenas 3% da composição das plantas realiza um papel importantíssimo no seu desenvolvimento e reflete diretamente no valor nutricional da alimentação humana e dos demais animais;</li>
<li>Traz argumentos a favor e em defeza da idéia;</li>
<li>Traz testemunhos de pessoas e órgãos importantes confirmando os bons resultados do método de fertilização.
</li>
</ul>
<p><strong>Algumas impressões</strong><br />
Esse livro merece uma leitura bem atenta. Por diversas razões:
<ul>
<li>Em alguns breves trechos ele faz uma leitura dos dados obtidos a partir das análises químicas de maneira completamente linear, desconsiderando toda uma infinidade de conexões das plantas com o seu meio. Aliás como se faz até hoje na maioria dos casos. Por exemplo, ao perceber que em média as plantas tem 3% de minerais, ele deduz que a quantidade equivalente a 3% da biomassa num hectare é a quantidade de pó de rocha a ser adicionada ao solo. Até aí tudo bem, afinal, tem-se que começar de algum lugar e esse pode ser um ponto de partida para as experiências. Mas, o grande problema, é deduzir que ao se dobrar essa quantidade, vai dobrar a quantidade de biomassa. Isto num primeiro momento pode parecer verdadeiro, mas basta algumas observações mais atentas do solo e do que neles nascem para duvidar dessa afirmação. Há muito mais conexões despercebidas na relação entre solo e plantas, como: plantas companheiras, dia e hora do plantio, etc. Os reducionismos acontecem tanto do lado de quem &#8220;vê&#8221; apenas os nutrientes, como de quem &#8220;vê&#8221; apenas as constelações no momento do plantio, não nos levam na direção da verdade, da realidade.<br />
Felizmente, o livro é muito mais do que isso:</li>
<li>Ele faz um relato inicial sobre a escalada da indústria química e a mal fadada &#8220;revolução verde&#8221;. Um excelente histórico!</li>
<li>Expõe de maneira clara e com exemplos, os princípios da química na formação dos solos, plantas e as suas interações. Muito bom!</li>
<li>Faz uma abordagem da nutrição das plantas de uma forma holística, uma vez que propõe que o solo deva ser alimentado com o finíssimo pó das próprias rochas do local, com toda a sua riqueza de nutrientes e não apenas com uma estreita parcela deles, como o NPK.</li>
</ul>
<p>Livro importantíssimo! As principais conclusões do livro? Ainda estamos estudando e experimentando.</p>
<p>Este livro está na lista de <a href="http://www.setelombas.com.br/permacultura/leituras-recomendadas/">leituras recomendadas</a> com informações de onde comprar.</p>
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