O termo “sustentabilidade” aos poucos vai perdendo a identidade com a sua origem ou com as idéias que o forjaram. Nasceu das discussões sobre quais as condições mínimas para que um empreendimento ou atividade humana garantissem seus benefícios para o ser humano e o ambiente tanto agora como em um futuro indefinido. As qualidades quase esquecidas são: ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável. E eu acrescentaria culturalmente aceito, divertido e belo.
Das iniciativas para que as atividades humanas sigam nesse rumo, acho que o lado econômico da equação é o que encontra mais dificuldade para ser resolvido. E sem ele o resto não consegue êxito. Simplesmente porque não chama a atenção de ninguém, ou quase ninguém.
Continue lendo ‘Sustentabilidade é o mínimo’
O que caracteriza de forma marcante a ação de um permacultor? Ao fazer o design de um assentamento humano, seja ele uma vila, um sítio ou uma casa na cidade, quais seriam as prioridades? Começar por onde?
Para responder a esta questão vou usar como inspiração uma frase do amigo Jorge Timmermann:
O principal trabalho de um permacultor é sistematizar a água e alimentar o solo.
Porque será que ele fala assim? Bom, isso dá muito o que pensar. Não é mesmo? Então, para explorar bem o tema vamos separá-lo em duas partes. Neste artigo, falarei sobre a sistematização da água e em outro artigo falarei sobre a ação de alimentar o solo. Mas, já neste artigo, procuraremos identificar as conexões entre água e solo.
A linguagem
Procurando usar uma linguagem mais retratadora do que descritiva, vamos utilizar um mapa mental que procura abranger as principais oportunidades de sistematização da água em todas as zonas de um assentamento humano.

Continue lendo ‘Sistematização da água’
Quando se estuda permacultura, em cursos regulares ou como autodidata, logo se percebe que um dos assuntos mais difíceis de serem compreendidos e colocados em prática é, sem dúvida, aquele sobre padrões naturais. Os estudantes costumam dizer que falta algo para facilitar a compreensão. E há também os que não vêem sequer como o conceito de padrões pode realmente servir ao design permacultural.
Este artigo pretende auxiliar aqueles que desejam ir além do uso dos clássicos padrões naturais (espirais e dicotômicos, por exemplo) como meros modelos a serem imitados em sua forma ou comportamento. Compreender os padrões naturais nos tornará melhores observadores dos sistemas complexos da natureza. Quem mais bem observa, mais bem compreende e, para o permacultor, essa competência é fundamental.
Continue lendo ‘A linguagem dos padrões’
Comentários Recentes